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Boletim 48 (12/12/2006) PDF Imprimir

EE.UU. llegó a  300 millones pero no son suficientes

Em Outubro do 2006, o Escritório do Censo dos EEUU anunciou que a população dos Estados Unidos alcançou os 300 milhões de habitantes e constitui a terceira maior população do mundo, muito longe da China (1,3 trilhões) e Índia (1,1 trilhões). Simultaneamente a este anúncio também houve numerosas intervenções nos meios de comunicação a respeito de uma suposta superpopulação nos Estados Unidos. Quase a única voz discordante com estes lamentos foi do Population Research Institute. E foi tão notório o contraste que a BBC de Londres se interessou em indagar respeito de nossa visão otimista – e não alarmista- sobre o crescimento demográfico nos Estados Unidos.

Em efeito, apesar de qualquer dos problemas inerentes aos níveis de imigração e pautas impróprias de desenvolvimento, o crescimento demográfico geral dos EEUU é uma bênção, não um problema. A seguir mostraremos como os dados demográficos nos dão a razão. Do mesmo modo, aproveitaremos a ocasião para responder a quem tem reciclado argumentos para ressuscitar o antigo mito da “superpopulação”.

Densidade Populacional: 300 milhões são muitos para os EEUU?

Os estudos atuais em demografia dão conta de uma realidade muito diferente ao que dizem os meios de comunicação. Atualmente a população dos EEUU cresce cerca de 0,9% anualmente. A densidade de sua população é de 30 pessoas por quilômetro quadrado enquanto que a densidade da população mundial é de 43 (isso inclui as vastas áreas do deserto do Saara, o interior australiano e Groenlândia onde quase ninguém vive). Estados Unidos ocupa o lugar 143 na lista das 193 nações do mundo inteiro ordenados segundo a densidade de sua população, e tem uma das reservas de recursos naturais mais ricas do mundo. Por isso embora o rápido crescimento demográfico em algumas regiões metropolitanas e de seus subúrbios, EEUU em geral fica muito longe de ser um país superpoblado.

Uma das maiores alarmes sobre o perigo da expansão de população dos EEUU são agora as relacionadas ao meio ambiente. Dizem algo assim como: “o crescimento demográfico está fazendo insustentável nosso ambiente”. Entretanto são muitas as nações com registros ambientais iguais ou superiores aos nossos, a maioria na mira dos ecologistas, e que têm uma densidade de população maior que a dos EEUU. Áustria, 97 pessoas por Km. quadrado; França, 110; Dinamarca, 126; Suíça, 181; Itália, 192; Alemanha, 230; Grã-Bretanha, 243; Bélgica, 339; Os Países Baixos, 395. Estes países, com seus poderosos lobbies verdes, têm normalmente leis ambientais mais rigorosas que as nossas. E Rússia, com uma diminuta densidade de população de 8, tem um registro ambiental muito baixo.

Alguns países prósperos, com populações em crescimento, têm densidades de população que fazem parecer despovoados aos Países Baixos. E suas economias gozam de prosperidade embora devam importar a maior parte de seus recursos a diferença dos EEUU Cingapura tem uma densidade de 6,400 pessoas por Km. quadrado, Hong Kong quase na mesma faixa, e Taiwan, um simples 636. Coréia do Sul tem 491 e Mônaco tem 16,620.

Em uma nota de imprensa típica do Boston Globe tão aficionado às "alarmes” demográficas, assinalou em 31 de agosto, "Os Estados Unidos, a ponto de chegar aos 300 milhões de habitantes, é o único país industrializado que experimentou crescimento demográfico forte na última década, criando tal preocupação que o estampido e o imenso apetite dos americanos pelo alimento, a água, e a terra diminuirão bruscamente os recursos naturais da nação em anos vindouros, segundo um relatório revelado ontem. . . . Enquanto alguns investigadores se enfocam só nas alarmantes taxas de fecundidade dos países pobres, que cresceram em 16,3% de 1995 a 2005, (não reparam que) a população dos EEUU cresceu em 10,6% nesse período, quer dizer 29 milhões de pessoas, anotou o relatório. Europa durante esse tempo cresceu em 504.000 pessoas, ou menos de 1%. O boom de população dos EEUU foi atribuído à alta taxa de nascimentos, a imigração, e ao aumento da longevidade ".

O que o Boston Globe não diz é que essas outras nações industrializadas se estão suicidando. Com taxas de natalidade com uma média de cerca de 1,5 crianças por mulher (muito por debaixo da taxa de substituição de 2,1) as nações européias Ocidentais se encontram no ocaso. Apesar de taxas altas de imigração e uma relativa taxa de natalidade ainda sadia de 2,0, os EEUU enfrentam a insolvência dos planos de Segurança Social e Médica devido ao fracasso das pessoas nascidas durante o bebê boom de ter suficientes crianças. Os países europeus e Japão enfrentam o mesmo problema. EEUU também corre o risco de chegar a ser um país economicamente inviável sem um suficiente número de jovens para trabalhar e com o problema de uma população mais velha nas décadas que vêm.

Segurança Social e Solvência: Aposentados vs. população economicamente ativa

Poderá a infra-estrutura dos EEUU manter 300 milhões de habitantes e seus subseqüentes incrementos indefinidamente? Esta é uma boa pergunta porque veremos que 300 milhões não são suficientes.

Thomas Malthus e muitos outros se fizeram a mesma pergunta para suas próprias nações em distintos momentos da história. Quem com Malthus teve um prognóstico pessimista sobre as possibilidades da criatividade e empresa humanas errou rotundamente. Felizmente houve outros que foram mais otimistas e acertados. Gostariamos de citar o Julian Simon quem com ânimo desengonçado sempre divulgou que o recurso prioritário e fundamental foi o ser humano.

A resposta à pergunta da solvência de uma nação requer, além de uma fé no ser humano, de uma série de variáveis: estrutura de idades, taxas de natalidade, envelhecimento da população. Hoje, depois de décadas de acreditar cegamente na anticoncepção e de executar programas maciços públicos e privados, insistir nessas receitas faria que as cifras não pintem muito bem para o futuro dos norte-americanos.

Para a atual estrutura demográfica e econômica, a população dos EEUU é muito pequena. A geração do baby boom e as seguintes gerações tiveram muito poucos filhos, provocando que no futuro não haja suficientes trabalhadores para manter aos numerosos aposentados que haverão nas próximas décadas. Isto exigirá reformas dos sistemas do Seguro social, Medicare e Medicaid para ajustar às regras do livre mercado tal como o sugeriu o perito Peter Ferrara (ver mais adiante). Sem estas se seguirão promulgando desastrosas políticas públicas que visam baixar a natalidade e estaremos em um círculo vicioso: a menor solvência, menos nascimentos e menos nascimentos produzirão menos solvência.

Muitos peritos saíram com diferentes dados estatísticos mas ninguém discute a grande tendência negativa na relação entre trabalhadores e aposentados e o grande impacto que está por vir. De acordo ao Comitê de Orçamento do Congresso, a relação entre trabalhadores e aposentados era de 5 a 1 em 1960. No 2002, era de 3 a 1, uma queda de 40%. No 2050, será de 2 a 1, uma queda adicional de 33%. Ao mesmo tempo a expectativa de vida para os EEUU se incrementará e os custos de cuidado médico subirão tremendamente, como passou nas últimas décadas. Sem dúvida o sistema de Segurança Social ficará quebrado.

“Dado que a geração do baby boom ainda não passou necessariamentea idade para se apossentar e enquanto a relação de aposentados em comparação aos trabalhadores ainda é baixa, estamos em meio de um período de tranqüilidade demográfica”, disse ao Congresso o Ex-chefe das Reserva federais, Alan Greenspan, faz algo de 4 anos. “Curtos de uma adequada aceleração da produtividade muito além do nível médio dos 7 anos anteriores ou de um maior crescimento da imigração, o atual envelhecimento da população terminará com a relativa tranqüilidade no orçamento em ao redor de uma década”. Restam 6 anos!!!!

O problema nos EEUU com uma população de 300 milhões de pessoas é que não são suficientes... para manter a solvência econômica da nação.

Steven W. Mosher
Presidente do Population Research Institute

A taxa de natalidade dos EEUU é de apenas 2.0 filhos por mulher, apenas por cima do nível de substituição. O boom de ciranças que produziu a geração que ganhou a Segunda guerra mundial foi seguido por uma queda na geração dos `60s. A queda continuou e continuará no futuro previsível. Nem sequer as altas taxas de imigração para os EEUU vão parar a estrepitosa queda no número de trabalhadores por cada aposentado. Segundo as Nações Unidas, a proporção da população americana de 65 anos ou mais passará de 12.3% atualmente a 20.60% no 2050. Aqueles de 80 anos ou mais aumentarão de 3.6% a 7.3%

O Seguro social enfrenta um déficit de 11 trilhões de dólares a longo prazo. Medicare enfrenta um de 68 trilhões.

Felizmente, há soluções. A melhor solução é que as pessoas tenham muitos filhos. Isso não só salvará o seguro social e a Medicare, mas sim salvará à economia em geral de uma falta de trabalhadores. Isto também reduzirá a necessidade de altos níveis de imigração com seus conseqüentes problemas. Infelizmente, não parece estar por vir um incremento dramático das taxas de natalidade nos EEUU De modo que para salvar aos programas sociais tão apreciados, é muito provável que as élites de Washington efetuem uma estratégia diferente, uma que busque deprimir as taxas de natalidade ainda mais até adotar o estilo europeu de uma espiral de morte (a maioria de nações européias têm muito baixas taxas de natalidade que predestinaram à ruína a suas sociedades).

Do término da Segunda guerra mundial, o gasto público dos EEUU como proporção do Produto Bruto Interno oscilou cerca de 20%. Para adotar-se soluções do livre mercado aos problemas de Segurança Social e Medicare (algo que ainda não se implementou), o gasto público teria que crescer cerca de 40% do Produto Bruto Interno para o 2050. O qual só seria possível através de um gigantesco aumento nos impostos que pagam as famílias dos trabalhadores. Isto, por outra parte, faria que os norte-americanos tenham ainda menos crianças que os que têm atualmente, dado que as questões econômicas são a primeira razão para optar por ter menos filhos.

Alguns, ainda os mais conservadores em Washington, querem estabelecer um compromisso que resulte em um impacto sobre os recursos públicos que envolva “só” o 30% do Produto bruto interno. Esse “só” se traduziria em um aumento de 50% nos impostos.

“Esta desastrosa tendência de criar um Governo elefantiásico não só pode ser detida mas também atualmente pode reverter-se através de reformas que contariam com um grande respaldo popular, se são estruturadas e explicadas corretamente” escreveu Ferrara em 6 de Setembro no Issue Brief do Instituto para a Inovação das Políticas Públicas. “De fato, estas reformas juntas poderiam reduzir substancialmente o gasto público como percentagem do Produto Bruto Interno”.

Ferrara propõe soluções de sentido comum para salvar os programas públicos sem aumentar os impostos. Estas propostas também dariam às famílias norte-americanas mais controle sobre uma maior parte de seu dinheiro:

Contas Pessoais para Segurança Social: Este dinheiro poderia ser investido na bolsa de valores e ganhar um sólido retorno em vez de estar depositado em uma conta de governo ganhando um juro mínimo. Os filhos poderiam herdar a quantia restante em vez de que o governo fique com ela para si mesmo.

Contas Pessoais para Medicare e Medicaid:Novamente a idéia é que os investimentos em bolsa podem multiplicar o dinheiro dos impostos dos norte-americanos mais rápido Do o que o governo possa fazê-lo. Adicionalmente, os indivíduos poderiam ter incentivos por manter baixos seus custos de cuidado de saúde baixos já que conservam recursos sem usar para eles mesmos. por agora com recursos comuns ninguém sente a urgência de economizar. Por outro lado são burocratas quem decide o que cuidado de saúde receberá. Estas simples medidas trarão um uso mais racional dos recursos agora que as taxas de custos vêm subindo.

Reforma dos Impostos em Pró do Crescimento: Substituindo o ineficiente código de impostos com uma taxa plaina ou imposto nacional sobre as vendas se incrementaria o crescimento da economia enormemente. Não obstante haveria que ter cuidado em evitar impostos excessivos sobre as famílias numerosas atualmente beneficiadas pelo crédito fiscal atribuído aos que têm crianças.

O problema de população dos EEUU necessita urgentemente de soluções. Um suposto fundamental é que esta se incremente mais rápido daqui em diante. Esperamos que assim aconteça e que as políticas públicas não lhe dêem as costas aos dados demográficos interpondo-se no caminho.
Nota:
(1) Puede encontrarsre el articulo de Ferrara en la sección “Publications” de la página web de IPI (www.ipi.org )
 
 
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