Visite nuestra página en Inglés pop.org
 
 
 
Boletim 38 (19/04/2006) PDF Imprimir
Boletín 38

E vão mais dois. Em17 de abril mês se iniciou oficialmente o processo de arquivo definitivo no Congresso equatoriano dos ante-projetos dos deputados Miriam Garcés e Miguel López respectivamente. Uma tenaz luta de vários meses finalmente teve seus frutos. Todas as forças pró vida desse país irmão combinaram manifestações públicas, apresentação de documentação jurídica e médica e milhares de assinaturas à Comissão do Civil e do Criminal do Congresso Nacional. As assinaturas de 5 membros de dita Comissão, ao constituir uma maioria, decidiram a sorte dos dois ante-projetos em simultâneo.

O rechaço ao crime do aborto vai se generalizando cada vez mais na América Latina e em outras partes do mundo. Ao mesmo tempo, as falácias para uma tentativa de despenalização do aborto já são muito bem conhecidas. A desculpa da violação como justificação para desprezar a vida de uma criança por nascer, desde Rói vs. Wade, já leva mais de 4 décadas e ainda segue gerando projetos de lei como os que se acabam de arquivar no Equador.

Os nossos parabéns para todas as pessoas e organizações do Equador que fizeram sentir sua voz fortemente, uma voz por aqueles que não têm voz ainda.

A mensagem pró aborto tem data de expiração próxima

Tudo isto mostra que a mensagem pró abortista não convence apesar de todos os recursos dos quais dispõe para uma publicidade favorável nos meios de comunicação. A violência e injustiça do aborto contra o nascituro e contra a mulher que o sofre se fazem cada dia mais evidentes. E cada dia é mais difícil sustentar uma opção favorável e esconder a verdadeira natureza do aborto.

Muitos pensam que o discurso abortista incluso chegou a um ponto muito crítico. Como produto de comunicação, a data de expiração da mensagem em favor do aborto se aproxima cada dia mais.. A derrota de Kerry e a reeleição de Bush foi uma das mensagens fortes para estas transnacionais do direito ao aborto. E diante da perspectiva de novas derrotas políticas se acrescentava a necessidade de reinventar-se ou sair do mercado.

Na América Latina aos poucos vai dando-se maior importância ao tema da vida no debate eleitoral e a mensagem para os políticos vai soando cada vez mais forte. Este sucesso que relatamos do Equador não é um fato isolado nem pouco comum. Acaba de acontecer o mesmo faz pouco mais de um mês com outro projeto no Brasil.

Tanto é assim que atualmente até seus defensores estão operando uma mudança de tática nos Estados Unidos. Wendy Right, Presidenta da maior organização feminina dos Estados Unidos, Concerned Women for America, explicava-nos em que consiste esta mudança: “a força da mensagem da “Vida” (Life) é muito mais apelante que o da “Opção” (Choice)”. Diz Right “os grupos pró aborto norte-americanos fizeram uma astuta virada de direção. Proibiram-se a si mesmos mencionar a palavra aborto e hão redirecionado a sua estratégia ao direito do uso de anticoncepcionais e a pílula do dia seguinte onde encontram maior respaldo. Além disso destinaram recursos promovendo ações de líderes religiosos em outro tipo de assuntos de certo interesse social como o aquecimento global ou a ecologia pretendendo tirar-lhe força e recursos humanos ao tema pró vida”.

Mias um dado para ninguém duvidar que a anticoncepção não está feita para prevenir abortos mas sim para fomentá-los. Ambos procedem da mesma mentalidade contrária à vida e têm muito em comum: promotores, recursos, etc. João Paulo II dizia que eram “como dois frutos de uma mesma árvore”.

Homenagem à Dra. Olga Reyes

Boletín 38 Muitos dos frutos que agora se colhem não teriam sido possíveis sem a participação de algumas pessoas que entregaram toda sua vida ao serviço de uma causa. Agora que nos alegramos pelo triunfo pró vida no Equador, queremos render tributo à trajetória da Dra. Olga Reyes, fundadora de PRONACER. Estamos certos que muitos dos que agora colaboraram se nutriram de seu exemplo e de seus conhecimentos.

Fiel a seu juramento hipocrático, a Dra. Reyes lutou pelas crianças por nascer durante décadas. Liderou a iniciativa da inclusão da proteção legal da criança por nascer desde o momento da concepção, no Artigo 49 da atual Constituição Equatoriana.

Em coerência com este princípio, denunciou os ataques à vida que se produziram com o eufemismo de “Saúde Reprodutiva” sob diferentes governos. Apoiada na dignidade da pessoa, como única e irrepetível, a Dra. Reyes destacou sempre que os seres humanos não nos reproduzimos. reproduzem-se os animais, as plantas ou os documentos, mas os seres humanos procriam. Participamos de um processo de criação de alguém, uma pessoa nova que antes nunca existiu nem voltará a fazê-lo.

Por isso a ideologia que propõe a “Saúde Reprodutiva”, errada desde as origens, termina em francos ataques que ela não se cansa de denunciar: os anticoncepcionais abortivos, a “pílula do dia seguinte”, os danos que produzem à mulher, a manipulação de embriões.

Como não podia ser de outra maneira, a Dra. Olga Reyes também contribuiu pessoalmente neste último triunfo pró vida no Equador. E entregou ao Congresso Nacional mais de 9,000 assinaturas reunidas contra os mencionados ante-projetos.

 
< Anterior   Siguiente >
 
© Copyright 2006 / lapop.org. Todos los derechos reservados.