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Boletim 33 (20/02/2006) PDF Imprimir
Nosso melhor aliado, a verdade.

Defender a vida não é tarefa fácil. O conglomerado de interesses que promove a anticoncepção e o aborto desenvolveu uma maquinaria eficiente para influenciar na opinião pública e na opinião de nossas autoridades. Sua eficiência estriba em gravar nas mentes algumas afirmações que desembocam em que nós mesmos concluamos que os anticoncepcionais e o aborto são uma necessidade. Dizendo o de outra forma, têm um bom marketing.

Entretanto sua proposta tem uma debilidade intrínseca, uma inconsistência que, como o talão do Aquiles, faz vulnerável ao titã: a anticoncepção e o aborto não respondem à verdade do homem. A visão reductiva do homem que propõe o antinatalismo mais cedo ou mais tarde se torna em contra do próprio homem. A sexualidade e procriação humanas dotadas de um sentido e finalidade inerentes à sua dignidade se alienam na antropologia que fica por baixo da ideologia anti-natalista.

Então, é a realidade mesma que se encarrega de mostrar suas desumanas conseqüências. A cota de mentira em cada uma de suas cuidadosamente maquinadas afirmações finalmente tira o antifaz, desmentindo-os, desmascarando-os, desautorizando-os. Podemos citar alguns exemplos destas afirmações:

• A superpopulação iminente e suas nefastas conseqüências econômicas que nos predisseram na década dos 70.
• Ter muitos filhos faz uma família infeliz e, pelo contrário, ter poucos filhos lhes traz felicidade e prosperidade.
• O uso maciço de anticoncepcionais terminará com o aborto e as gravidezes não desejadas.
• A despenalização do aborto terminará com as mortes maternas e os abortos clandestinos.
• Os preservativos são a melhor prevenção para o contágio do AIDS.

A maquinaria da morte pôs em cada momento a muito prestigiosos peritos para sustentá-las. Suas fundações gastaram milhões em congressos, campanhas de imprensa, em ONGs e em todo tipo de difusão. Pensar distinto se converteu em anátema.

O mito da superpopulação é muito instrutivo. Depois de décadas de programas antinatalistas, as taxas de fertilidade caíram tanto que agora é evidente para muitos países a necessidade urgente de ter mais crianças. Como dizíamos , a realidade mostrou as terríveis conseqüências de acreditar que o gênero humano em prosperidade era um problema para o homem. Ante a evidência de seu engano, a maquinaria não ficou estática. Logo encontraram a solução: não voltar a falar de demografia. Trocaram o eixo de seu discurso para a liberdade do homem, os direitos, a saúde, e a adjetivaram. Atualmente , a demografia já não está de moda. Agora é a época dos direitos e a saúde reprodutiva. A superpopulação já não é a razão para consumir anticoncepcionais:é oe aborto. A este ponto, querido leitor, seguro já chegou à conclusão: não importa o que nos digam, ao final se trata sempre de consumir o que nos querem vender.

Dois esboços de ação podem coligir-se a partir do dito nesta luta contra esta maquinaria da Cultura da Morte:

a) Desarticular suas falácias, mostrando um conhecimento igual ou maior que o de nossos adversários.
b) lhe recordar o que disseram. Sobre tudo quando um evento social descobre uma de suas mentiras.

Austin Ruse, Presidente de C-FAM, em seu conhecido Friday Fax (Fax das sextas-feiras) de 17 de Fevereiro nos traz uma excelente noticia. Uma das afirmações centrais do argumento das feministas para despenalizar o aborto foi totalmente desacreditada. “The World Mortality Report: 2005” publicado a inícios deste ano pela Divisão de População da ONU apresenta a informação estatística mais recente que contradiz a pedra angular do discurso pró abortista.

“The World Mortality Report: 2005” é o primeiro relatório de tais dimensões feito pela Divisão de População da ONU. Mede a mortalidade materna e mortalidade infantil entre outras variáveis em todos os países do mundo baseado na informação mais recente e confiável entre o 2000 e o 2004.

De acordo a estes dados, as nações que legalizaram o aborto não experimentaram uma queda nas taxas de morte materna. Nem têm taxas de mortalidade materna mais baixas que aqueles países onde ainda é ilegal.

Os defensores do aborto repetiram até o cansaço que o aborto ilegal era uma das causas mais importantes de morte materna e por isso solicitavam sua despenalização. Os comitês de vigilância de alguns tratados internacionais, como o Comitê da CEDAW e o Comitê de Direitos humanos, vinham “recomendando” a despenalização do aborto a nossos países latino-americanos apoiados na mesma asseveração. Sustentavam que o direito ao aborto deveria ser garantido pelas leis internacionais porque o aborto ilegal levava a um indiscutível incremento nas mortes maternas.

Este novo relatório procedente da ONU mostra o grande erro em que se encontram.

"The World Mortality Report: 2005"

Uma comparação de 4 países

Catholic Family and Human Rights Institute, uma organização que participa das Nações Unidas, realizou uma revisão e comparação das cifras de mortalidade materna em 4 países desenvolvidos em base às cifras do “The World Mortality Report: 2005”. Esta revisão confirma uma realidade muito distinta ao que dizem os pró abortistas.

Rússia, onde o aborto há muito tempo é considerado outro método de planificação familiar, tem uma taxa de mortalidade materna de 67 mortes por cada 100,000 nascimentos. Nos Estados Unidos que conta também com leis muito permissivas para o aborto, a taxa é de 17 mortes por cada 100,000 nascimentos.

Irlanda e Polônia, ambos continuamente sob protesto dos grupos pró abortistas por suas leis restritivas em contra do aborto, têm taxas de mortalidade maternas mais baixas. Estes países aos quais é enviado o infame navio para promover a prática do aborto, têm 5 mortes por cada 100,00 nascimentos (Irlanda) e 13 mortes por cada 100,000 nascimentos (Polônia).

A despenalização tampouco diminui a mortalidade infantil como erroneamente sugerem os pró abortistas, inclusive se subtrairmos o número de abortos do indicador de mortalidade infantil. Irlanda tem a taxa mais baixa de mortes infantis com 6 mortes por cada 100,000 nascimentos vivos, enquanto que a Polônia e Estados Unidos têm 7, e Rússia tem 12 mortes por cada 100,000 nascimentos vivos.

Este relatório confirma que os pró abortistas sempre mentiram

O Dr. Bernard Nathanson já tinha contado com detalhes como se exageraram as cifras de morte materna nos Estados Unidos prévias a sua legalização em 1973. Nathanson, um dos artífices dessa mentira, ensinou a muitos que mentindo sobre as cifras em relaçãoi à morte materna convenceriam aos legisladores e à opinião pública de legalizar o aborto. Como resultado de sua mudança radical em sua posição sobre o aborto, converteu-se no pior dos caluniadores dos pró abortistas.

A estratégia empregada por Nathanson foi se repetindo em todo país onde se quis legalizar o aborto. À força de tanta repetição são poucas as pessoas que se atrevem a questioná-lo. Entretanto, hoje temos uma arma muito contundente para usá-la naqueles países onde ainda o aborto é ilegal.

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