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Boletim 32 (09/02/2006) PDF Imprimir E-mail
¿ Por qué pensar que o aborto pode ser bom para alguém?

O aborto destrói a saúde psicológica das adolescentes. Um recente estudo feito sobre uma ampla amostra populacional acaba de apresentar estatísticas dramáticas a este respeito. São tão gráficas que inclusive os pró-vida poderiam ter algum cepticismo inicial diante diante delas. Não obstante, em favor da objetividade, terei que assinalar que o Prof. David Fergusson, autor desta investigação, declarou-se sempre a favor do aborto.

Fergusson, membro da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde de Christchurch, Nova Zelândia, é um dos mais importantes investigadores a nível mundial do fenômeno do aborto e suas conseqüências psicológicas. Neste estudo de rigorosidade e magnitude sem precedentes, Fergusson investigou por 25 anos um grupo de 630 mulheres. Ele fez um seguimento de cada uma delas lhes fez um seguimento desde seu nascimento, observando as desordens em sua saúde mental relacionando-os com o aborto e a gravidez.

Em suas declarações para a cadeia radial ABC da Austrália, Fergusson afirmou que os resultados de sua investigação apontam a que o aborto é a causa de múltiplos problemas de saúde mental na mulher, e não ao contrário, que os problemas a levam a uma mulher ao aborto. Além disso adicionou que outros condicionantes na situação prévia da mulher não mudam significativamente esta conclusão.

“Estamos muito surpreendidos com os resultados”, disse. “Esperávamos certamente que as jovens que tivessem abortos fossem as que tivessem uma taxa mais alta de problemas de saúde mental, mas isso se devia a que nós pensávamos que diversos fatores predispunham à mulher a ambas as coisas: a ter um aborto e também a ter problemas de saúde mental. O que encontramos foi muito distinto. Além disso, o aborto se converteu no procedimento cirúrgico mais comum que as mulheres jovens experimentam durante a adolescência e a primeira fase da idade adulta”.

Esta evidência científica cobra particular importância agora que governos de muitos países e as ativistas feministas postulam que o aborto é um procedimento necessário para as adolescentes. A proposta incluso vai além, propondo que o aborto para as adolescentes deveria ser acessível sem mediar o conhecimento nem o consentimento de seus pais.

Descobertas da investigação

Fergusson e seus dois colaboradores acharam que as mulheres de 15 a 18 anos que não tinham ficado grávidas tinham 31,2% de probabilidade de sofrer depressão maior . As que tinham ficado grávidas e não tinham tido um aborto tinham uma probabilidade de 35,7%. Mas aquelas que tinham tido um aborto tinham uma alarmante probabilidade de 78,6%.


Para o caso de ansiedade, as estatísticas foram muito parecidas: Sem gravidez: 37,9%; gravidez e não aborto: 35,7%; aborto: 64,3%.


E para as idéias de suicídio, terrível sinal de padecimento mental, a figura deveria ser suficiente para que qualquer pessoa preocupada nos adolescentes opine a favor de proibir o aborto em menores de idade. Não gravidez: 23%; gravidez e não aborto:
25%; aborto: 50%.

Estas são estatísticas tremendamente indicativas. As mulheres que têm abortos a uma idade maior também têm um considerável incremento no risco de padecer enfermidade mental, mas nas adolescentes é ainda mais dramático.

Em um aborto a mulher também é vítima

O debate do aborto propalado nos meios de comunicação muitas vezes deixa de lado um aspecto crucial: a forma como o aborto fere à mulher e o detalhe destes danos. Uma sólida defesa do direito à vida e à informação faz imprescindível que se informe adequadamente sobre os nocivos efeitos produzidos nas mentes das mães que jogaram suas crianças no lixo. As conseqüências físicas foram suficientemente documentadas em uma fila que abrange da infertilidade até o câncer ao seio, mas, o que temos a respeito das conseqüências psicológicas cientificamente documentadas?.

Devido às modernas técnicas de assepsia, aos potentes antibióticos disponíveis, e a tecnologia mais avançada, é muito difícil ver por que uma mulher corre riscos em um aborto. É obvio que houve um tempo em que ter uma criança era perigoso para a mulher, mas essa situação já é história na medida que existem serviços médicos básicos (onde não existem, a prática do aborto também continua sendo extremamente arriscada em termos médicos).Contudo, os riscos físicos não são os riscos a considerar em uma mulher que avalia a possibilidade de fazer um aborto.

Os partidários da despenalização do aborto citam os possíveis danos psicológicos que sofrem as mulheres que dão a luz uma criança não desejada, mas a evidência científica contínua acumulando evidência científica que prova o contrário: o aborto é mais nocivo psicologicamente que levar a gravidez a término e deixar que a criança nasça. Isto acontece porque os argumentos a favor da despenalização do aborto estão construídos sobre bases ideológicas, não sobre a realidade. O que nos diz o sentido comum – que uma mãe sofre espiritualmente ao terminar com a vida que cresce dentro dela- foi confirmado pela evidência empírica de um estudo sério e objetivamente executado como o aqui apresentado.

De modo que, para quem poderia ser bom o aborto? Não é necessário demonstrar que o aborto é muito ruim para os nascituros. Mas bem, corresponde nos perguntar, quão solidários somos com estas crianças? Como disse Ronald Reagan em 1980, "Dêem-se conta que todos os que estão a favor do aborto é porque já nasceram”. Contudo, além do evidente atentado contra a vida do nascituro, a mulher se constitui em vítima do aborto.

Neste estudo, que poderia ser o maior de seu tipo, Fergusson e os cientistas de sua equipe de investigação examinaram as conseqüências psicológicas do aborto em mulheres neozelandesas de 15 a 25 anos. Isto é o que concluíram em dito estudo: “ 41% das mulheres ficaram grávidas pelo menos uma vez antes dos 25 anos, e 14,6% tiveram um aborto. Aquelas que tiveram um aborto elevaram suas taxas de problemas de saúde mental subseqüentes incluindo depressão, ansiedade, comportamentos suicidas e desordens relacionadas ao uso de substâncias que produzem dependência. Esta associação persistiu depois do ajuste feito com outros fatores concomitantes”.

Neste estudo de investigação, que é possivelmente o melhor e o maior já feito nesta matéria, determinou-se que o aborto desencadeia uma série de problemas mentais nas mulheres, especialmente quando se trata de meninas adolescentes.

Steven W. Mosher

Os investigadores assinalaram também que os eventos de depressão, ansiedade e outros efeitos nocivos tiveram lugar depois dos abortos. Ficou demonstrado que não foi o caso que os casos de depressão, vício às drogas ou outros fatores perturbassem às mulheres as predispondo a abortar suas crianças; foi mas bem que o aborto precedeu no tempo a estas perturbações.

Um aspecto importante deste estudo é o cuidado que se teve para evitar as dificuldades de estudos prévios, alguns dos quais mostraram uma relação entre o aborto e conseqüências psicológicas negativas mas houve outros tantos que não. Este estudo recente, feito sobre uma amostra considerável, uso métodos de seleção de população feminina, eliminando alguns fatores de distorsão, e outras técnicas para proporcionar uma análise mais rigorosa. O estudo completo aparece no ultimo número da Revista de Psicologia e Psiquiatria Infantil (Journal of Child Psychology and Psychiatry).

Este estudo confirma o que muitos já sustentaram

Este estudo de Fergusson na Nova Zelândia, entretanto, não é a única investigação recente a respeito dos efeitos psicológicos daninhos do aborto. O Instituto Elliot assinalou que em 2005, “ dois novos estudos nos quais somos co-autores foram publicados em revistas de medicina e psicologia. Seus resultados mostraram que as mulheres que abortam são 3 vezes mais propensas a apresentar sintomas de desordens de ansiedade generalizada em comparação a mulheres com gravidezes não planejadas que deram a luz (Journal of Anxiety Disorders). Além que as mulheres com uma história clínica de aborto induzido são 3 vezes mais propensas a usar drogas proibidas durante uma gravidez posterior (British Journal of Health Psychology)."

Em seu informe de Dezembro de 2005, o grupo de estudo do aborto de Dakota do Sul, convocado pelo Governador Mike Rounds (R.), afirma que "a literatura sobre os efeitos psicológicos do aborto induzido nas últimas décadas indica que um mínimo de 10-20% de mulheres experimenta reações adversas e prolongadas depois de um aborto. E isto se converte em que cada ano nos Estados Unidos, haja pelo menos 130.000 a 260.000 casos novos de problemas de saúde mental sérios."

"A imprensa fez um trabalho realmente consistente em publicar histórias de mulheres que confirmaram este estudo com sua própria experiência pessoal”, declarou Colleen Bayer
do Family Life International-New Zealand. Uma delas, a de Maria Parsons, foi publicada em 7 de Janeiro de 2006: "Ela dizia que ainda chora todos os dias pela criança não nascida cuja morte consentiu. Em uma etapa muito vulnerável de sua vida, optou negligentemente pelo aborto depois de uma gravidez não desejada dentro de uma relação que já via terminar. 'destruí até a última parte de minha vida. Por dentro há uma nostalgia por carregar a meu bebê e vê-lo aos 13 anos como teria agora. Perguntou-me como seria. Posso visualizar todos esses anos em minha mente como em um álbum de fotos´, assim declarou María Parsons ao Weekend Herald entre soluços."

Ken Orr, porta-voz do Right to Life da Nova Zelândia, quer que todas as mulheres conheçam este tipo de investigação em vez de que estes dados desapareçam dentro de uma avalanche de publicidade a favor do aborto. "Nossa organização está fazendo lobby ao Comitê Supervisor de Abortos com a finalidade de que os resultados deste estudo se ofereçam a todas as mulheres que estejam pensando em um aborto" disse. "Este Comitê foi convocado e deve prestar contas a nosso Parlamento se houvesse um descuido na aplicação das leis sobre o aborto em nosso país" Este grupo liderado por Orr está atualmente demandando legalmente ao governo por não cumprir as restrições legais que tem o aborto e promovê-lo com toda liberalidade.

O aborto mata à criança e FERE à mulher, eventualmente no seu corpo, e muito mais freqüentemente em sua mente. Por tanto, para quem pode ser bom o aborto?

Joseph A. D'Agostino
Vice Presidente de Comunicações
Population Research Institute.

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