“Estamos muito surpreendidos com os resultados”,
disse. “Esperávamos certamente que as jovens que tivessem
abortos fossem as que tivessem uma taxa mais alta de problemas de saúde
mental, mas isso se devia a que nós pensávamos que diversos
fatores predispunham à mulher a ambas as coisas: a ter um aborto
e também a ter problemas de saúde mental. O que encontramos
foi muito distinto. Além disso, o aborto se converteu no procedimento
cirúrgico mais comum que as mulheres jovens experimentam durante
a adolescência e a primeira fase da idade adulta”.
Esta evidência científica cobra particular importância
agora que governos de muitos países e as ativistas feministas postulam
que o aborto é um procedimento necessário para as adolescentes.
A proposta incluso vai além, propondo que o aborto para as adolescentes
deveria ser acessível sem mediar o conhecimento nem o consentimento
de seus pais.
Descobertas da investigação
Fergusson e seus dois colaboradores acharam que as mulheres de 15 a 18
anos que não tinham ficado grávidas tinham 31,2% de probabilidade
de sofrer depressão maior . As que tinham ficado grávidas
e não tinham tido um aborto tinham uma probabilidade de 35,7%.
Mas aquelas que tinham tido um aborto tinham uma alarmante probabilidade
de 78,6%.

Para o caso de ansiedade, as estatísticas foram muito parecidas:
Sem gravidez: 37,9%; gravidez e não aborto: 35,7%; aborto: 64,3%.

E para as idéias de suicídio, terrível sinal de padecimento
mental, a figura deveria ser suficiente para que qualquer pessoa preocupada
nos adolescentes opine a favor de proibir o aborto em menores de idade.
Não gravidez: 23%; gravidez e não aborto:
25%; aborto: 50%.

Estas são estatísticas tremendamente indicativas. As mulheres
que têm abortos a uma idade maior também têm um considerável
incremento no risco de padecer enfermidade mental, mas nas adolescentes
é ainda mais dramático.
Em um aborto a mulher também é
vítima
O debate do aborto propalado nos meios de comunicação muitas
vezes deixa de lado um aspecto crucial: a forma como o aborto fere à
mulher e o detalhe destes danos. Uma sólida defesa do direito à
vida e à informação faz imprescindível que
se informe adequadamente sobre os nocivos efeitos produzidos nas mentes
das mães que jogaram suas crianças no lixo. As conseqüências
físicas foram suficientemente documentadas em uma fila que abrange
da infertilidade até o câncer ao seio, mas, o que temos a
respeito das conseqüências psicológicas cientificamente
documentadas?.
Devido às modernas técnicas de assepsia, aos potentes antibióticos
disponíveis, e a tecnologia mais avançada, é muito
difícil ver por que uma mulher corre riscos em um aborto. É
obvio que houve um tempo em que ter uma criança era perigoso para
a mulher, mas essa situação já é história
na medida que existem serviços médicos básicos (onde
não existem, a prática do aborto também continua
sendo extremamente arriscada em termos médicos).Contudo, os riscos
físicos não são os riscos a considerar em uma mulher
que avalia a possibilidade de fazer um aborto.
Os partidários da despenalização do aborto citam
os possíveis danos psicológicos que sofrem as mulheres que
dão a luz uma criança não desejada, mas a evidência
científica contínua acumulando evidência científica
que prova o contrário: o aborto é mais nocivo psicologicamente
que levar a gravidez a término e deixar que a criança nasça.
Isto acontece porque os argumentos a favor da despenalização
do aborto estão construídos sobre bases ideológicas,
não sobre a realidade. O que nos diz o sentido comum – que
uma mãe sofre espiritualmente ao terminar com a vida que cresce
dentro dela- foi confirmado pela evidência empírica de um
estudo sério e objetivamente executado como o aqui apresentado.
De modo que, para quem poderia ser bom o aborto? Não é
necessário demonstrar que o aborto é muito ruim para os
nascituros. Mas bem, corresponde nos perguntar, quão solidários
somos com estas crianças? Como disse Ronald Reagan em 1980, "Dêem-se
conta que todos os que estão a favor do aborto é porque
já nasceram”. Contudo, além do evidente atentado contra
a vida do nascituro, a mulher se constitui em vítima do aborto.
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