Boletim 46 (20/06/2008) PDF Imprimir

Prezado Amigo:

O Estado de Virginia deixou quase em zero o financiamento destinado a Planned Parenthood. Outros Estados deveriam seguir o mesmo exemplo.

Steven Mosher
Presidente


Image
O Senador Charles Colgan, democrata pró-vida, virou o novo objetivo dos grupos feministas devido a que o seu voto quebrou o empate a favor da emenda que tira o ajuda financeira do Estado de Virgínia a Planned Parenthood.

A emenda que recorta mais de meio milhão de dólares em financiamento para o gigante do aborto, foi passada por uma margem estreita. A votação no Senado de Virginia foi de 20 votos a favor da emenda e 20 votos em contra, ficando em mãos do Tenente Governador Bolling a prerrogativa de quebrar o empate. A emenda ainda poderia ser vetada pelo Governador Kaine a fins deste mês, embora dito veto empanaria a imagem de político moderado que Kaine está tratando de projetar. O mais seguro é que Planned Parenthood enfrente um corte de financiamento total, que se manterá vigente pelo menos até 2010.

Os grupos feministas originalmente dirigiam sua ira contra o Republicano Ken Cuccinelli, quem apresentou o projeto de lei. Mas não passou muito tempo e agora têm um novo objetivo na mira: o Senador Charles Colgan, um democrata pró-vida que quebrou com os esquemas de seu partido para “cruzar o corredor” e votar com os Republicanos.

Colgan enfrentou uma oposição radical dentro de seu próprio partido nos dias que seguiram à votação, e se manteve firme em suas convicções pró-vida. “Isto foi muito duro”, disse Colgan à Associated Press em 27 de fevereiro. “Eles realmente queriam fazer mudar a minha posição, mas eu não podia fazê-lo”. Seu voto mudou um previsível 21 a 19, que derrotava à emenda por um apertado 20 a 20, o qual lhe permitiu ao Tenente Governador Bolling emitir o voto decisivo contra Planned Parenthood.

O voto foi recebido com grande histeria pelos seguidores de Planned Parenthood, quem com o passo dos anos chegaram a acreditar que o financiamento dos programas de esterilização e anticoncepção com dinheiro dos contribuintes é um direito. Por exemplo, estes programas têm como objetivo prioritário à população negra e a outras minorias, e a maioria de contribuintes não estariam de acordo com isto.

“Esta emenda não tem a intenção de economizar dinheiro”, queixavam-se em um artigo de opinião no Commonwealth Times. “Esta é uma maneira em que os legisladores estão atacando pelos flancos a Roe vs. Wade, caso da Corte Suprema que legalizou ao aborto nos Estados Unidos, sem comprovar diretamente a constitucionalidade de tal decisão”.

Não importava em realidade se esta decisão legislativa estivesse ou não de alguma forma dirigida à constitucionalidade do aborto, só importava se os residentes de Virginia deveriam ser forçados a financiar um grupo abortista com o dinheiro de seus impostos. Mas The Times aparentemente assume que o aborto a demanda é um direito humano, e que os grupos que o realizam devem receber automaticamente financiamento do Estado.

O blog abortista Feministing.com é totalmente ligeiro ao enquadrar a todos os senadores pró-vida como “anti-opção”. O sítio web insiste em que estes legisladores “não estão preocupados com a prevenção do aborto. Sua real preocupação é limitar as opções das mulheres e derrubar nossos direitos”. (Notem que em sua maneira de expressar-se dão a idéia de que eles sim estão preocupados com a prevenção do aborto, quando em realidade estão tratando de vender a idéia do controle populacional)

A idéia de que os senadores pró-vida desperdicem seu tempo tramando uma maneira de dominar às mulheres modernas é algo risível, especialmente pelo fato de que o voto decisivo foi dado pelo Charles Colgan, um Democrata moderado de Manassas.

Outro site feminista, www.feministe.us/blog/, foi um passo além. Não só reclama que a Planned Parenthood ajuda a prevenir o aborto, mas também além disso sustenta que os recursos recebidos teriam ido para atividades não relacionadas com o aborto. “Jill”, um dos contribuintes do blog, diz “A ajuda federal e a ajuda do estado de Virginia não estão pagando por abortos. Eles estão pagando por cuidados pré-natais, serviços de saúde para mulheres, controle natal e educação para a saúde sexual. Milhões de mulheres em todo o país se beneficiam com estes programas –e eu sou uma delas”.

Possivelmente alguém deveria explicar o conceito de caducidade a Jill”. Todo o dinheiro que recebe a Planned Parenthood vai ao mesmo fundo e é impossível seguir-lhe a pista a partir daí. Sempre que a Planned Parenthood pratique abortos, não haverá maneira de lhe dar dinheiro sem que de alguma forma se financiem ditos abortos.

Population Research Institute celebra esta emenda pró-vida e nós gostaríamos de alentar a outros Estados a seguir o exemplo de Virginia.

E não é que Planned Parenthood necessite o dinheiro. O gigante do aborto recebe uma imensa quantidade de dinheiro cada ano e tem uma dotação de mais de quinhentos milhões de dólares. Assassinar bebês é um grande negócio.

Faz anos, Planned Parenthood declarou ao sacerdote Pe. Paul Marx, fundador do PRI, como inimigo público número um. De fato, a Planned Parenthood é em realidade o inimigo número um dos norte-americanos.

Nos anos que seguiram a Roe vs. Wade, Planned Parenthood assassinou a mais norte-americanos do que todas as guerras que os Estados Unidos lutou.

Steve Mosher é o Presidente do PRI e Colin Mason é o Diretor para a Produção de Comunicações

 
< Anterior   Siguiente >
 

Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
(c) 2007 Population Research Institute.
Permissão para reprodução concedida. Redistribuição de forma estendida. Os créditos são necessários.

Para inscrever-se na versão em português do Boletim Semanal envie um email para:

boletin@lapop.org

Nada do que foi escrito aqui deve ser interpretado como uma tentativa de ajudar ou dificultar a aprovação de projetos de lei no Congresso.

O Population Research Institute dedica-se a acabar com os abusos contra os direitos humanos cometidos em nome do planejamento familiar e acabar com os contrários paradigmas sociais e econômicos derivados da mentira da "superpopulação".

Na América Latina pode-se entrar em contato com:

Carlos Polo Samaniego
Diretor do Escritório para a América Latina
E-mail: carlospolo@lapop.org
Telefone: (511) 719-6147

Jhenny Hurtado Oré
Publicações - Escritório para a América Latina
Correo Electrónico: jhenny@lapop.org

© Copyright 2007 lapop.org. Todos los derechos reservados.