Boletim 36 (18/10/2007) PDF Imprimir
Prezado Amigo:

Parafraseando o Carlos Marx, o socialismo é o ópio dos intelectuais. Seu conceito de  medicina popular é mais um pouco da mesma coisa. Assim como atualmente acontece em Canadá e na Grã-Bretanha, isto conduziria indevidamente a que os governos financiem abortos.

Steven Mosher
Presidente



Karl Marx e Friedrich Engels:
intelectuáis revolucionários, criadores do socialismo e pais espirituais de HillaryCare.


Em 1993 Hillary Rodham Clinton, Primeira Dama dos Estados Unidos por esse então, teve um plano para revolucionar a assistência médica em seu país. Para obtê-lo, seu marido Bill a nomeou presidenta do “Grupo de Trabalho da Reforma Nacional de Assistência Médica”, um nível de poder oficial sem precedente  outorgado até aquele momento a nenhuma outra Primeira Dama. 

O plano da Sra. Clinton era drástico: o governo dos Estados Unidos outorgaria seguro de saúde para todos. Aqueles quem não pudessem pagar poderiam ter suas primas de seguro subsidiadas pelo governo. Em outras palavras, quem  pagaria isso seria o resto dos contribuintes.  

A meta desta grande manobra era eliminar a insegurança social de milhões de norte-americanos. Para ser justos, provavelmente isto poderia ter alcançado o objetivo, embora a um preço exorbitante para os contribuintes e seus direitos. Isto também poderia ter eliminado a gratuidade das clínicas, os serviços médicos oferecidos sem custo para os indigentes nos milhares de hospitais dos Estados Unidos, e incontáveis atividades de caridade para ajudas individuais em privado.

Os conservadores inclusive duplicaram a medida “HillaryCare” e declararam que também se poderia subsidiar as medicinas. Os liberais não a qualificaram como um atentado à liberdade de escolher alguns fornecedores, mas um bom número deles acredita que poderia ser seriamente cortada essa liberdade. Os pro-vida viram que se tratava de um cavalo de Tróia dirigido à introdução de financiamento de abortos mediante dinheiro dos contribuintes, e o meio pelo qual todos os médicos poderiam realizar abortos ou referi-los a outro médico.

Estes grupos reuniram forças no passado para atacar o primeiro plano de Hillary (HillaryCare 1.0). Tão forte foi a resistência coletiva que puseram que acabou não só com o HillaryCare 1.0, lhe dando uma morte política ignominiosa, mas também através desta luta os Republicanos obtiveram o impulso que necessitavam para retornar ao Congresso e eventualmente à Casa Branca. 

Passou mais de uma década e agora Hillary entrou na corrida presidencial em uma agressiva campanha por converter-se na primeira Presidente mulher dos Estados Unidos. Mais uma vez, a assistência social do governo está como primeiro ponto de sua agenda. Quais as diferenças entre o programa HillaryCare 2.0, tal como vem sendo chamado, e a versão anterior?

A senhora Clinton diz que usa as “cicatrizes” de seu desastroso plano de assistência médica de 1993 como uma distinção de honra. Diz ter aprendido muito de seus erros. Adotou uma retórica de “escolher”, e fala de dcolocar “o consumidor ao mando”. Entretanto, a realidade é que HillaryCare 2.0 é o mesmo velho plano.

Se se adotar, o plano manteria ao seguro de saúde como obrigatório para todos os cidadãos americanos. Destruiria a legítima competência que mantém os preços do seguro relativamente baixos. E, se Hillary triunfar nas eleições, abriria a porta do financiamento de todo tipo de aborto por parte do governo.

O mais importante é que custará muito mais do que custa atualmente. Hillary diz que $110 mil milhões, mas certamente esta cifra é um estimado bruto. De onde virá o dinheiro para esta nova iniciativa Clintoniana? A resposta aparece por si mesma: dos bolsos dos norte-americanos de classe média, é obvio.

É somente ver a Grã-Bretanha, a qual teve os serviços centralizados de saúde desde 1947, entendendo que é onde Hillary 2.0 nos levaria. O Serviço Nacional de Saúde é custoso e ineficiente, caracterizados por longos períodos de espera e tratamentos antiquados.

Muito mais importante, do ponto de vista do PRI, é o perigo que este novo plano poderia representar para a vida. Hillary é abertamente pro-aborto. Um eventual sistema de assistência médica governamental em suas mãos certamente poderia significar um desastre para os bebês e botaria um grande peso na consciência dos médicos e farmacêuticos para que colaborem com os abortos.

O Serviço Nacional de Saúde é custoso e ineficiente, caracterizado pelos longos períodos de espera e tratamentos antiquados.

Greg Clovis, quem encabeça Family Life International-UK., organização irmã do PRI em Londres, opina sobre este assunto: “O plano de seguro do governo Britânico financia ao redor de 80% dos abortos que se realizam no país, além disso paga pelos serviços de operações de mudança de sexo. O Serviço Médico abortista da Grã-Bretanha realiza a maioria dos abortos do país”.

Se “HillaryCare” chegar a ser lei, não haverá razões para acreditar que nos Estados Unidos não aconteça a mesma coisa. Certamente não é segredo o firme apoio de Hillary aos “direitos reprodutivos” e sua intenção de incluir certos “direitos” em qualquer legislação que ela apresentar, inclusive em assistência médica. O que a própria Hillary disse ao chefe da Planned Parenthood aqui em Washington D.C. é que os americanos precisam “incluir … assuntos relacionados à saúde reprodutiva em qualquer debate  respeito da reforma de assistência médica… mudar as leis e mudar as posturas aqui em Washington, assim efetivamente você pode fazer o trabalho que trata de fazer e fazê-lo bem”.

Esta é um programa de assistência médica apoiado em uma agenda, não um programa apoiado na liberdade de escolha. Aqueles que se preocupam com os assuntos relacionados à vida humana deveriam opor-se a este programa.

 

Colin Mason é o Diretor para Produção de Publicações do PRI

 
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