Boletim 35 (10/10/2007) PDF Imprimir
Prezado Amigo:

O Bispo Hugh Slattery da Diocese de Tzaneen na África do Sul recentemente se encarregou de fazer dois formosos documentários que compartilhou com o PRI. Em ambos ele mostrou como a Igreja Católica na Uganda e na África do Sul está enfrentando com muito sucesso a epidemia de AIDS e mitigando suas conseqüências sociais. Entretanto, os que promovem a mensagem apoiada na abstinência e a fidelidade marital que está salvando vidas vêm sendo ridicularizados e zombados em todo momento pelos controladores de população.

Steven Mosher
Presidente

Veneno Anticoncepcional

Uganda é o único país da África que combateu com sucesso o AIDS. Nenhum outro país experimentou uma queda comparável no número de infectados.

Não é segredo para ninguém que o Baixo Saara Africano é vítima de uma estendida epidemia de AIDS. Segundo as estatísticas publicadas em 2006 pela UNAIDS (Programa das Nações Unidas para o HIV/AIDS), um estimado de 24,5 milhões de pessoas nessa região eram soro positivos a finais de 2005, com 2,7 milhões de pessoas contraindo o vírus apenas nesse ano.

Desesperados por deter a propagação desta enfermidade, que vai caminho a converter-se na praga mais destrutiva de todos os tempos, os países da África golpeados pela AIDS voltaram os olhos para o Ocidente. Entretanto a assistência que receberam parece ter sido mais daninha do que boa.

As agências de ajuda do ocidente dominadas por uma mentalidade secular bombardearam o continente com programas liberais de educação sexual e preservativos. Até  os nossos dias e segundo as estatísticas publicadas pela UNAIDS (disponível fazendo clique aqui), os índices de infecções de HIV na África continuam aumentando, o que sugere que tais programas, ao contrário de frear a propagação da enfermidade, realmente estão contribuindo a transmiti-la alentando um comportamento arriscado.

Só um país Africano, Uganda, combateu com muito sucesso o AIDS. O índice de HIV que existia desceu drasticamente nos últimos anos. Em 1992 mais de 18% da população adulta submetida a análise resultou positiva na prova do vírus do AIDS. Para finais de 2005, só 6,7% resultou positiva. Nenhum outro país experimentou uma queda comparável à deste país.

Como foi que se conseguiu esta extraordinária resposta em tão pouco tempo? As organizações do ocidente que brindam ajuda, ansiosos por justificar seus programas (e suas descobertas), falsamente atribuem esta descida à educação sexual e ao uso da camisinha. Entretanto, os mesmos ugandeses contam uma história muito mais simples. Uma história que pode ser resumida em uma só palavra: abstinência. 

O herói anônimo da vitória da Uganda sobre o AIDS é uma freira católica chamada Irmã Miriam Duggan, doutora em medicina. Nos inícios da luta contra esta mortal enfermidade a Irmã Miriam desenvolveu um programa chamado “Educação para a Vida”, um programa que alenta às pessoas a viver a abstinência sexual antes do matrimônio e a fidelidade dentro dele. Educando às pessoas a respeito dos perigos da promiscuidade sexual e suas mortais conseqüências, “Educação para a Vida” ajudou a mudar a mentalidade das pessoas na Uganda. A Irmã Miriam Duggan e seus colaboradores insistem em que este programa, junto com a boa disposição do governo para aceitar a educação da abstinência, é o que ajudou a reduzir a epidemia do AIDS na Uganda.

 “Penso que na atualidade deve ser muito confuso para os jovens responder à pergunta ‘qual o caminho que deveria pegar?’” diz Thandi Hadebe, um educador na abstinência do programa Educação para a Vida. “Eis aqui onde penso que falhamos com os nossos jovens; porque damos muita informação contraditória”. Hadebe culpa da epidemia de AIDS à promoção indiscriminada da camisinha e às diversas mensagens de “sexo seguro” que enviam os educadores.

Educação para a Vida ensaia uma aproximação diferente. “enfatizamos o aspecto da liberdade como parte deles, e que podem usá-la para proteger-se” diz o padre Andrew Shjngange, outro educador com o programa.

Um novo e brilhante documentário chamado “A Mudança já Começou” celebra esta vitória da vida e o sentido comum. Desenvolvido pelo Bispo Hugh Slattery da Diocese de Tzaneen na África do Sul, este documentário conta a história da Irmã Miriam e explica como funciona na prática o programa “Educação para a Vida”. 

Em "Semeando com Lágrimas", o sustento documentário da irmã para o chamado documentário “A Mudança já Começou” , o Bispo Slattery descreve o trabalho de organizações apoiadas na fé que tratam com as conseqüências sociais do VIH/AIDS. Como é lógico, são as pessoas de fé as que são heroicamente solidárias com os infectados em seus lares, e o pessoal dos orfanatos cheios de órfãos e crianças chorando. (Estes excelentes documentários foram produzidos pela Metanoia Mídia, e podem ser ordenados via Internet em CatholicStudio.com ).  

Poucos conhecem melhor do que o Bispo Slattery os problemas da epidemia de VIH/AIDS. O índice de adultos com o VIH na África do Sul era de 18,8% ao final de 2005, ou cerca do que a Uganda teve faz 15 anos. O programa “Educação para a Vida” foi introduzido em sua diocese e se estendeu ao longo de toda a África do Sul.

O incrível sucesso da Uganda no combate contra a propagação do AIDS pode ser atribuído a esta revolucionária abordagem do problema: através da promoção da abstinência sexual antes do matrimônio e a fidelidade dentro dele.

(AIDS) é uma ameaça para toda a civilização, é uma ameaça para o nosso futuro, é um assunto que nos move a perguntar ‘haverá novas gerações daqui no futuro?’ diz o Bispo Slattery. “Sonha pessimista visto dessa forma, mas na realidade, o problema é muito grave, se olharmos as estatísticas”

 “Se faz cada vez mais evidente que a obsessão do mundo ocidental na promoção da camisinha está atrapalhando severamente os esforços dos países africanos para dirigir efetivamente o HIV/AIDS", diz o Bispo Slattery. “O único país que mostra um progresso real combatendo contra esta enfermidade é Uganda… através da promoção da abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do matrimônio. O mundo ocidental se recusa a aceitar e destacar este tremendo sucesso. Pelo contrário, estão fazendo todo quanto for possível por arruiná-lo usando todo meio disponível para promover a camisinha neste país, contra o desejo dos líderes do governo. 

Haverá alguém em USAID que esteja sabendo de tudo isto?

 

Colin Mason é o Diretor para Produção de Publicações do PRI

 
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Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
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