Ronald Reagan, com quem comparam a todos os presidentes modernos, tinha a habilidade de inspirar às pessoas. O “grande comunicador” suscitou o que agora se conhece como a “coalizão Reagan” –uma aliança de pensamento tradicionalista formado por Republicanos e Democratas, que se uniram em parte pela causa a favor da vida. Atualmente, esta coalizão se dividiu pelos assuntos da guerra, a imigração e o próprio papel do governo. Os assuntos relacionados à vida perderam protagonismo e importância, virando os grandes perdedores.
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Sem importar qual seja a nossa opinião sobre esta guerra (que por sinal durou mais do que a Segunda guerra mundial) o fato é que este assunto distraiu a nação de seu dever principal, que no é outro senão proteger as vidas de todos os norte-americanos, tanto dos nascidos como dos nascituros. A forte unidade conservadora que Bush usufruiu para conseguir sua vitória eleitoral em 2001, não existe mais. Algo muito mais importante e decisivo para nossa causa é que as maiorias pro-vida, que alguma vez reinaram na Câmara de Representantes e no Senado, desapareceram. Agora nossa luta consiste em resistir quanto for possível contra os esforços da maioria pro-aborto para que no se percam as vitórias a favor da vida enganadas sob o governo do presidente Reagan faz vinte anos.
O assunto da imigração também dividiu aos conservadores no campo social. O projeto de lei da imigração, depois de ter recebido a desaprovação da maioria dos membros do próprio partido de Bush, causou tal divisão que acabou como um Congresso controlado pelos Democratas. A maioria dos americanos, incluindo a maioria dos conservadores no aspecto social, simplesmente desejam ver segurança nas fronteiras e que as leis existentes mantenham a situação assim. Uma vez conseguido isto, já sem a pressão do assunto da imigração ilegal, os norte-americanos poderão decidir o que fazer com os que já estão dentro de seu país.
Meu objetivo no é criticar a política de imigração de Bush, porém destaco que esta luta dividiu também aos conservadores no âmbito social, que se caracterizam por ser profundamente cumpridores da lei.
O New York Times, que é incansavelmente hostil à nossa causa, está muito contente com o rumo que tomaram os acontecimentos. Podemos quase ouvir a zombaria enquanto escrevem seu editorial: “O apoio do presidente Bush a revisão do tema da imigração e seus ataques contra os que criticam seu plano estão provocando um agudo e incomum contragolpe para os conservadores que formam o baluarte de seu respaldo com o qual ainda conta, dividindo sua base e pondo ao descoberto as facções para dentro de um partido cuja unidade foi a inveja dos democratas.” Inclusive Peggy Noonan, católico incondicional, conservador pro-vida, chamou a procurar a paz com Bush, escrevendo nas páginas do Wall Street Journal que: “o que os conservadores e republicanos devem reconhecer é que a Casa Branca rompeu relações com eles.”
Para que o dito anteriormente no seja visto como declarações partidárias, me permito dizer que o Partido Republicano não é a panacéia para todos os males da América do Norte. Mas ao mesmo tempo, é o único partido político principal que fez da defesa da vida sua maior “plataforma” de trabalho, um grande legado a seu favor, iniciado por Ronald Reagan e os ativistas pro-vida de 1980.
Entretanto, Bush no foi tão forte defensor da vida como o foi o presidente Reagan. A plataforma oficial do partido Republicano afirma que: “a criança não nascida tem um direito individual fundamental à vida, que no pode ser infringido. . . Nos opomos a usar fundos públicos para o aborto e não financiaremos organizações que o promovam”. Em contraste, Bush afirmou durante seu debate presidencial com Al Gore que: “fixei a meta que cada criança nascida e não nascida deve ser protegida. Mas reconheço [que muitos] não necessariamente concordam com este propósito. As pessoas apreciam alguém que fixa um estilo, um estilo que valoria a vida, mas que ao mesmo tempo reconheça que existem pessoas que discrepam com isso”. Inclusive essa limitada meta proposta por Bush, em nossa opinião, não se alcançou ainda. Bush não utilizou com eficácia o cargo que ocupa para tentar mudar os corações e as mentes dos americanos sobre este assunto. esteve muito ocupado usando sua condição de presidente para defender suas políticas no Iraque e o relacionado à imigração.
Sim por um lado Bush fez algum bem à causa pro-vida, entramos em um seguinte ciclo eleitoral com a base pro-vida e pro-família do um partido republicano desmoralizado e confundido pelas políticas do Presidente. A coalizão deve voltar para coesionar-se, e rapidamente, queremos levar a causa da vida a cumprir com seu propósito fundamental: a proteção de cada vida humana da concepção até a morte natural.
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