Visite nuestra página en Inglés pop.org
 
 
 
Boletim 54 (23/07/2007) PDF Imprimir

Com 192 menções, Documento Final da Aparecida reconhece a família como prioridade evangelizadora

De 13 a 31 de Maio de 2007 se desenvolveu a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe no Santuário de Nossa Senhora da Aparecida e que foi inaugurado pelo Papa Bento XVI. Logo de intensas jornadas de reflexão e oração se produziu o documento que iluminará a ação pastoral da Igreja católica neste continente.

Este documento apresentado ao Santo Padre, conhecido agora como Documento de Aparecida, destaca a importância central da promoção da família como prioridade missionária para o Continente.

Com 192 menções à família ou aspectos da vida familiar, o documento da V Conferência de Aparecida indica que a promoção da família é uma das prioridades na missão evangelizadora na América Latina. É particularmente destacado o conceito de que a família deve ser um dos eixos transversais de toda a ação Evangelizadora da Igreja (n.435). Com isto os bispos nos querem dizer que devemos deixar de ver a família como um objetivo da ação pastoral e começá-la a ver também como um agente desta ação.

Da introdução, os Bispos latino-americanos mencionam que a família é um dom cuja vigência enriquece a realidade do continente. Mais adiante se dirá que ‘a família é o valor mais querido por nossos povos’ (n.435). Mas não o deixa como uma expressão subjetiva, que certas correntes modernas poderiam pontuar de caprichosa, senão que a esclarece muito bem: nas famílias latino-americanas se expressa particularmente a riqueza da humanidade (n.6).

Como não alegrar-se ao descobrir que a Boa Nova de Jesus tem uma concreção particular na família! Os bispos latino-americanos falam da “boa nova da família”. Apesar de reconhecer todas as dificuldades atuais, o documento de Aparecida proclama com alegria que a família é ‘um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos e caribenhos’ (N. 114). E as citações sobre a família como escola de fé nos obrigariam a repetir o texto completo.

Do mesmo modo, dentro das linhas pastorais, o documento destacou que a família, respondendo ao seu ser e sua missão, é um poderoso instrumento de transformação social e eclesiástica (N. 432).

Poderia-se dizer que o capítulo 9 é o mais rico em conteúdo. Começa com uma afirmação categórica do valor do matrimônio entre um homem e uma mulher como bases da família. Continua com uma profunda reflexão teológica que nos lembra que a origem da realidade familiar está na própria Trindade. Passa por uma chamada de atenção contundente sobre a defesa pública dos valores mais íntimos da própria família (incluindo um chamado enérgico a legisladores, governantes e profissionais da saúde).

Uma nota particular merece a advertência que os Bispos fazem sobre a “ideologia de gênero”, como um dos presupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar. Escolher a orientação sexual sem tomar em conta as diferenças dadas pela natureza humana “provocou modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família” (n.40)

Termina com uma enunciação de 14 ações concretas e específicas que são como um roteiro para a decolagem definitiva da Pastoral Familiar no continente todo. Temas como a formação permanente, o diálogo com os governos, a paternidade responsável, a atenção especial aos matrimônios em situações irregulares, aos órfãos, às mães adolescentes e solteiras, aos lares incompletos, entre outros.

Carlos Polo Samaniego é Diretor do escritório para América Latina do Population Research Institute
 
 
< Anterior   Siguiente >
 
© Copyright 2006 / lapop.org. Todos los derechos reservados.