Prezado Amigo:
Ninguém toma as coisas simplesmente como são em realidade. Ao nos explicarmos o mundo a nós mesmos e aos outros, adotamos uma determinada perspectiva das coisas e uma certa terminologia. Da mesma maneira como usamos termos para registrar e entender nossas experiências, estes tomam vida própria e começam a configurar nossos valores. Nunca antes isto se fez mais certo –ou mais criticamente importante—que nos assuntos relacionados à Vida.
Steven W. Mosher
Presidente |
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Cada assunto tem sua própria retórica. É a maneira em que os seres humanos agem. Depois de Roe vs. Wade, o debate em torno do aborto foi precipitado em uma luta política a punho limpo que dividiu aos Estados Unidos do mesmo jeito em que só um assunto –a escravidão—o fez antes.
À diferença da escravidão, entretanto, onde aqueles que lutaram a favor da emancipação tiveram uma vantagem sobre a retórica, o movimento pro-aborto pelo geral demonstrou um maior manejo terminológico. Eis aqui uma entrevista de Pró-Choice Connection (uma organização pró aborto): “Para as mulheres que são genuinamente pró-choice (pró-livre eleição), e não dirigem a linguagem política, o uso cotidiano de termos anti “livre eleição” (anti-choice) podem lhes parecer realmente benignos a primeira vista. Mas como somos mais conscientes das palavras que usamos, percebemos que a linguagem é uma ferramenta poderosa para os anti-livre eleição para maquiar o aborto ante a opinião pública segundo sua conveniência”.
Agora, depois de mais de três décadas, o movimento pro-aborto domina o vocabulário que usamos para discutir o tema. Com oponentes que com freqüência usam seu tamanho, poder e presença nos meios como uma arma contra nós, alguns de nós encontramos que é difícil manter uma perspectiva clara do assunto moral em jogo. A esquerda pro-livre eleição trabalha arduamente por “maquiar o aborto ante a opinião pública”, e enquanto o faz, freqüentemente fazem difícil ver estes assuntos claramente inclusive para o mais ardoroso pro-vida.
Estamos diante de um caso no qual, uma rosa sob qualquer outro nome não cheira da mesma forma. Em um assunto dominado pela terminologia e o marco político, não podemos encarar os nossos oponentes em seus próprios termos. Isto se deve a que seus termos interpretam mau drasticamente a situação, convertendo a cada mulher grávida em uma possível aliada feminista, e a cada bebê em um “seu ninguém”. |
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| Muitos pro-vida estão preocupados com o assunto do aborto inseguro, esquecendo que não estamos em contra do aborto por causa de ser inseguro para a mãe, mas porque mata ao bebê. |
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Aqui alguns exemplos desta destreza verbal:
Os pro-livre eleição insistem em chamar à Política de Cidade de México a “lei da mordaça global”, a mesma que segundo a Web , “obstaculiza as ações para pôr fim à tragédia da morte materna e ao dano devido ao aborto clandestino”. Muitos pro-vida estão preocupados com o assunto do aborto inseguro, esquecendo que não estamos em contra do aborto por causa de quão inseguro é para a mãe, mas sim porque mata o bebê. Para colocar o assunto em termos de “aborto seguro”, os pro-livre eleição aplicaram uma estratégia de venda pela que promocionam algo com o fim de captar a atenção para finalmente nos vender um problema muito maior. Desta forma nos distraem do assunto verdadeiro: o aborto é assassinato e matar não é correto. |
| A liga nacional pelo Direito ao Aborto dos EE.UU (NARAL por suas siglas em inglês) chamou a Lei de Proibição do Aborto por Nascimento Parcial de “Proibição Federal do Aborto”, um termo que sugere que esta lei relativamente limitada possa pôr restrições importantes ao aborto. Em realidade, esta proibição não o é em modo algum, mas isso não muda o fato de que a esquerda pro-aborto dirigiu com muita eficácia a percepção pública do evento.
USAID chama “cuidado da saúde reprodutiva” a estas táticas agressivas de promover o aborto, insinuando que os serviços de anticoncepção e aborto estão intimamente vinculados com seus outros cuidados de saúde reprodutiva. Em realidade, a anticoncepção e o aborto são “cuidados em saúde reprodutiva” para o USAID. Os pro-vida se mostram freqüentemente indecisos a respeito de opor-se a esses programas ostentosamente benéficos porque podem envolver o aborto, simplesmente devido a que não percebem que a terminologia usada pelo USAID é uma tática que usam para fazer precisamente isso.
A maioria de nós estamos a favor de uma autêntica liberdade de eleição. A UNFPA insiste em que as campanhas estrangeiras de esterilização “dão poder às mulheres”, lhes dando o controle de seu destino reprodutivo. A verdade é que as campanhas de esterilização só dão poder a UNFPA, e as mulheres freqüentemente passam de ter liberdade completa de escolher a esterilidade, a não tê-la nunca mais.
Esta lista poderia seguir aumentando. |
Depois de que Terry Schiavo fora assassinada, seu irmão, Bobby Schindler, em um discurso apaixonado para a audiência pro-vida em Phoenix, Arizona, assinalou que “Tomou quase uma geração converter um crime de guerra em um ato de compaixão”. “Por que que isso aconteceu?” perguntou um angustiado Schindler. “Em breve, quando se renuncia à graça apostólica e à responsabilidade, gente inocente morre”.
A essência do assunto está em que pessoas inocentes estão morrendo. A fim de contas, nosso movimento não se centra nas leis, as decisões judiciais ou as eleições. Nosso movimento é a favor dos seres humanos. Nossa esperança se encontra no fato que não somos só outro grupo de interesse, usando posturas políticas vazias para mascarar nossos verdadeiros interesses. |
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| O caso de Terry Schiavo foi uma das muitas instâncias onde o lobby anti-vida redefiniu o debate por controlar e definir os termos. |
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| Assim, deixemos que falem sobre a livre eleição; nós continuemos falando sobre as crianças. Deixemos que falem sobre o “empoderamiento”; nós insistiremos no amor e no respeito. Deixemos que falem sobre a “qualidade de vida”; nós falaremos da dignidade humana.
É com as nossas convicções que nós contribuímos a esta luta, e é com elas como pensamos deixar esta luta. | | Colin Mason é o Diretor de Produção de Comunicações do PRI. |
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