Boletim 15 (15/03/2007) PDF Imprimir E-mail

Caros Amigos:
Se de verdade desejamos ganhar a guerra contra o terrorismo, é melhor que deixemos de fazer inimigos da maneira em que se vem fazendo.

Steven W. Mosher
Presidente

O que devemos fazer para não ganhar a Guerra contra o terrorismo?: Continuemos exportando o Aborto e a Educação Sexual

O recente livro de Dinesh D’Souza, “O Inimigo em Casa: A Esquerda Cultural e A Responsabilidade pelos acontecimentos do 11/9”, deixou Michael Moore espumando pela boca. A tese de D’Souza é que Moore e outros como ele adotaram a decadente cultura norte-americana que renega e repudia a sociedade tradicional, especialmente as sociedades do mundo Islâmico, que foram humilhadas por esta cultura.” Mais ainda, “continuam insistindo com uma agressiva campanha global atacando a família tradicional patriarcal e promovendo os valores seculares em nome da cultura ocidental.” Desta maneira eles são –em parte—responsáveis pelo aumento do terrorismo islâmico contra o ocidente.

A Esquerda Cultural, sem se desculpar pela implacável promoção do aborto, a promiscuidade sexual, a homossexualidade, o divórcio e outros “direitos” tanto nos EUA quanto no estrangeiro, criticou o livro de D’Souza como algo fora da realidade. Falando de culpabilidade pelos ataques terroristas, Moore e companhia dizem que a responsabilidade recai totalmente na cobiça dos Estados Unidos sobre o petróleo” e seu “neo-colonialismo”. Estas afirmações ridículas—os Estados Unidos não importa petróleo do que ele chama suas colônias, mas sim o compra no mercado aberto—tendem unicamente a reafirmar seu dogma esquerdista.

A direita, de quem se esperava que abraçasse a tese de D'Souza, reagiu friamente também. Os Libertários, que em geral pouco se importam com a tradição, são candidatos pouco interessados em formar coalizões internacionais a favor da família tradicional ou da defesa da vida. Inclusive os conservadores no cultural são céticos, (devem se encolerizar e repelir o que os filmes de Hollywood e a televisão mostram como um devoto muçulmano),. Muitos deles, por exemplo, Robert Spencer, acredita que o terrorismo está latente dentro do Islã. Spencer afirma que as declarações feitas por Maomé sobre os cristãos e judeus contêm o germe da violência que pode brotar a qualquer momento. Spencer pôs em circulação, por exemplo, a noção completa da jihad e o relego histórico dos não-Muçulmanos ao dhimmi (status de segunda classe) Entretanto, ninguém pode pretender descobrir agora a agressividade islâmica, que várias vezes chegou ao próprio coração da Europa, e que existiu muitos séculos antes de que a América fosse descoberta e ainda muito antes da existência da Esquerda Cultural.

É compreensível o ressentimento dos muçulmanos se existe gente ocidental dedicada ao controle de natalidade que chegam à porta de suas casas, trazendo pesticidas humanos e insistindo para que suas esposas se façam esterilizar.

É possível concordar que os muçulmanos radicais odeiam os norte-americanos baseados na sua leitura do Corão. Também poderíamos reconhecer que a recente e extensa antipatia dos muçulmanos pelos Estados Unidos em geral ganha força também em outras correntes ideológicas. Ao precisar que a esquerda cultural com sua permanente defesa do aborto, da promiscuidade sexual, da homossexualidade e do divórcio no país e no estrangeiro aumentou o ódio do mundo muçulmano, D'Souza nos iluminou com uma importante verdade.

A maioria dos americanos não entende que estes conteúdos (do aborto, etc.) não são apenas subprodutos isolados do setor privado, mas parte central de nosso programa de ajuda exterior. Não obstante, se os egípcios, por exemplo, decidiram ser condescendentes com as produções lixo de Hollywood (que se destacam principalmente por seu conteúdo de sexo, violência e linguagem vulgar) então não têm do que se queixar. Mas, quando os jovens iraquianos ligam seus rádios e escutam as letras vulgares dos raps que difundem no país via Radio Sawa (paga por contribuintes norte-americanos), existe fundamento para culpar os Estados Unidos.

Os piores abusos se encontram em programas de controle de população financiadas pelo governo norte-americano. Os Estados Unidos, diretamente e através das instituições internacionais tais como o Banco Mundial, esteve exportando várias patologias sociais em lugares relativamente inocentes e inacessíveis do mundo por mais de 40 anos. Agora o faz sob a máscara de “planejamento familiar” e “saúde reprodutiva”. Milhares de milhões de dólares são investidos por ano em programas que promovem o aborto, campanhas de esterilizações forçadas e campanhas anticoncepcionais, campanhas que oferecem às escolas programas de educação sexual com material quase pornográfico, que promovem os programas de rádio e televisão anti-família e anti-crianças, desvirtuando o cuidado médico básico, e fomentando que os governos se intrometam na vida privada de seus cidadãos. Tais programas criam enormes ressentimentos nos países muçulmanos bem como nos não muçulmanos, como documentamos no PRI repetidamente uma e outra vez.

Deixe-me ser claro a respeito: Se Bin Laden e suas hordas nos atacaram não é devido a que as mulheres Ocidentais façam abortos e que tenham relações sexuais antes do casamento. Eles sempre estiveram inclinados à violência em todo caso.

“A promoção feminista da familia, do aborto, do secularismo radical, e da educación sexual, gera mais simpatía em novos recrutas para o terrorismo Islâmico"

Mas o que os Estados Unidos e outras “democracias modernas” promovem sobre o aborto, o divórcio, adultério e o sexo pré-matrimonial em países muçulmanos não nos ajuda, mas gera simpatia e novos recrutas para aqueles que se preparam para atacar o “grande Satã.” É compreensível o ressentimento inclusive de muçulmanos moderados quando existe gente ocidental dedicada ao controle natal que chegam à porta de suas casas, trazendo pesticidas humanos e insistindo para que suas esposas se façam esterilizar. Ou não é difícil entender sua legítima cólera quando seus filhos chegam da escola com um folheto pornográfico de educação sexual, financiado por uma subvenção do USAID.

Se os programas norte-americanos de ajuda exterior fossem tomados pela Esquerda Cultural, o que é o que devemos fazer? D'Souza indica que, “Como conservadores, devemos exportar o que nós entendemos por Estados Unidos, nossa Nação. Isso significa introduzir em lugares como o Iraque os princípios de governo autônomo e soberano, regido pela opinião majoritária, com respeito pelos direitos da minoria, o mercado livre, e a tolerância religiosa. E devemos deixar de exportar o conceito dos Estados Unidos da Esquerda Cultural. Isso significa que devemos parar de insistir em um secularismo radical, deter a promoção do conceito feminista da família, deter as tentativas de continuar promovendo o aborto e a “educação sexual”, e conseguir deter a exportação dos elementos vulgares e corruptos de nossa cultura popular.”

Pode-se lamentar a burka e ao mesmo tempo reconhecer que, como nação, estamos violentando deliberadamente os valores e a estrutura familiar dos países em vias de desenvolvimento. Se de verdade desejamos ganhar a guerra contra o terrorismo, é melhor que deixemos de fazer inimigos da maneira em que se vem fazendo.

Steven Mosher é Presidente do Population Research Institute.
 
 
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Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
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