Boletim 14 (09/03/2007) PDF Imprimir

Prezado Amigo:
Estão perguntando por que a vacina contra o Papiloma Vírus Humano está sendo fortemente promovida?

Steven W. Mosher
Presidente

Alguns alcances a respeito da Vacina contra o Papiloma Vírus Humano

Parece que até agora, os esforços para obrigar todas as jovens norte-americanas a receber uma nova e desnecessária vacina com desconhecidos efeitos colaterais a longo prazo perderam muito de sua força. A Merck suspendeu a campanha de vacinação obrigatória para as meninas da sexta série, como requisito para ir à escola. Uma forte resistência pública se desatou em muitos estados. Este curioso episódio na história da saúde pública norte-americana provavelmente se repetirá muitas vezes na seguinte década e na subseqüente, pois a profissão médica vem lutando com índices sempre crescentes de doenças sexualmente transmissíveis nos Estados Unidos.

Em alguns Estados ainda continuam obrigando os pais a vacinar suas filhas, mas geralmente se dá aos pais a potestade de poder recusar o programa de vacinação. Inclusive nas províncias do Canadá decidiram ainda não distribuir a vacina por conta do governo.

Há quarenta e cinco anos se conhecia apenas duas doenças sexualmente transmissíveis (DST) que tinham se propagado na população norte-americana, e estavam limitadas em grande parte à população de alto risco como prostitutas e marinheiros. Hoje em dia, são pelo menos 26 DSTs.

O Papiloma Virus Humano (HPV) está muito estendido entre adolescentes e mulheres sexualmente ativas.

O Papiloma vírus humano (Human Papillomavirus, HPV) é um deles e está muito estendido entre adolescentes e mulheres sexualmente ativas. Os cientistas pensam que as quatro variedades do HPV (existem outras além destas) incluídas na vacina da Merck causam 70% dos casos de câncer cervical e 90% dos casos de verrugas genitais nos Estados Unidos. Então, qual é o problema com o fato de dar esta vacina às jovens?

Primeiro, implicitamente se aceita como normal o estado de práticas sexuais autodestrutivas das jovens atuais que está muito longe de ser normal. Isto quer dizer que as adolescentes, tão pequenas como as de 11 anos, poderiam estar deitando-se por aí e por isso devem receber esta vacina chamada Gardasil, por precaução. Em vez de gastar centenas de milhões de dólares em aplicar a vacina contra o HPV em todas as pessoas, uma melhor estratégia seria enfrentar a cultura da promiscuidade, especialmente desde que se sabe que o Gardasil não fará nada para combater outras perigosas DSTs que tanto meninas como as mulheres adultas podem contrair.

Em segundo lugar, assim como a maioria dos tratamentos médicos, o Gardasil tem efeitos colaterais. A analista do Centro Nacional de Informação em Vacinas (CNIV) Vicky Debold, RN, Ph.D., diz, “A maioria dos efeitos colaterais do Gardasil estão relacionados com sintomas neurológicos. As jovens que foram vacinadas apresentaram severas dores de cabeça, insônia, perda temporária da visão, problemas ao falar, fraqueza, contrações involuntárias do apêndice, fraqueza muscular, dor e dormência nas mãos e pés e dor nas articulações. Algumas das jovens perderam a consciência durante a vacinação, que primeiro parecem ser convulsões.” O CNIV diz que foram reportados 82 efeitos adversos entre julho de 2006 e janeiro de 2007 pelo uso do Gardasil, o que sugere que os efeitos colaterais sérios são raros, mas bastante desatendidos.

Em terceiro lugar, ninguém sabe quais doenças os efeitos colaterais do Gardasil poderiam gerar em longo prazo. É simplesmente muito novo e não foi testado em uma população grande.

Por que algo tão novo, tão relativamente experimental, com efeitos em longo prazo desconhecidos foi tão rapidamente adotado como obrigatório por alguns Estados?

O mais curioso sobre o Gardasil foi a pretensão de torná-lo obrigatório em todo o país em meninas de 11 e 12 anos. Por que algo tão novo, tão relativamente experimental, com efeitos em longo prazo desconhecidos foi tão rapidamente adotado como obrigatório por alguns estados como o Governador do Texas Rick Perry (R.). Para o Governador da Virginia Tim Kaine (D.) a vacinação também é considerada obrigatória. Ambos os Estados permitirão aos pais optar se devem ou não vacinar seus filhos.

Obviamente, existe a conexão entre os lobbies e o dinheiro que as companhias têm para promover a vacina. Mas existe um problema mais transcendente: o dar por fato que a promiscuidade sexual juvenil não pode ser modificada e que só é possível reforçar as ações para combater as doenças resultantes. Nesta mesma lógica lobbysta, dão por fato que não se pode ser cautelosos quando se tem à mão um tratamento novo e prometedor. Entretanto, muito mais se obteria se toda essa energia se dirigisse a manter a pornografia longe dos menores de idade ou para ter os estudantes de ensino médio de sexos opostos longe um do outro quando não houver a supervisão adequada. Estas ações que poderiam combater todas as DSTs e ao mesmo tempo reduzir o número de gravidez em adolescentes simplesmente são ignoradas.

Pode acontecer que para alguns pais faça sentido dar a vacina a suas filhas quando acreditam que correm um alto risco por ter uma vida sexualmente ativa, e para as meninas e as mulheres jovens que planejam deitar-se por aí e temem contrair qualquer DST (com um pouco de sorte, as maiores de 12 anos). Dessa maneira, depois de dez ou mais anos em que os efeitos da vacina forem mais bem conhecidos, possivelmente haja a possibilidade de que a profissão médica possa incentivar, não obrigar, o uso mais estendido da vacina.

O lamentável é que não se agiu com a necessária cautela, ainda quando seja de senso comum. Em vez disso, aplicou-se mão dura e a verticalidade governamental entrou em jogo imediatamente. Esta atitude da classe política e das instituições médicas norte-americanas não espera nada de bom nos futuros esforços por combater a onda de infecções sexuais entre a juventude norte-americana.

Joseph A. D'Agostino é Vice Presidente para as Comunicações do Population Research Institute.
 
 
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Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
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