Nosso melhor aliado, a verdade.
Defender a vida não é tarefa fácil. O conglomerado de interesses que promove a anticoncepção e o aborto desenvolveu uma maquinaria eficiente para influenciar na opinião pública e na opinião de nossas autoridades. Sua eficiência estriba em gravar nas mentes algumas afirmações que desembocam em que nós mesmos concluamos que os anticoncepcionais e o aborto são uma necessidade. Dizendo o de outra forma, têm um bom marketing.
Entretanto sua proposta tem uma debilidade intrínseca, uma inconsistência que, como o talão do Aquiles, faz vulnerável ao titã: a anticoncepção e o aborto não respondem à verdade do homem. A visão reductiva do homem que propõe o antinatalismo mais cedo ou mais tarde se torna em contra do próprio homem. A sexualidade e procriação humanas dotadas de um sentido e finalidade inerentes à sua dignidade se alienam na antropologia que fica por baixo da ideologia anti-natalista.
Então, é a realidade mesma que se encarrega de mostrar suas desumanas conseqüências. A cota de mentira em cada uma de suas cuidadosamente maquinadas afirmações finalmente tira o antifaz, desmentindo-os, desmascarando-os, desautorizando-os. Podemos citar alguns exemplos destas afirmações:
• A superpopulação iminente e suas nefastas conseqüências econômicas que nos predisseram na década dos 70.
• Ter muitos filhos faz uma família infeliz e, pelo contrário, ter poucos filhos lhes traz felicidade e prosperidade.
• O uso maciço de anticoncepcionais terminará com o aborto e as gravidezes não desejadas.
• A despenalização do aborto terminará com as mortes maternas e os abortos clandestinos.
• Os preservativos são a melhor prevenção para o contágio do AIDS.
A maquinaria da morte pôs em cada momento a muito prestigiosos peritos para sustentá-las. Suas fundações gastaram milhões em congressos, campanhas de imprensa, em ONGs e em todo tipo de difusão. Pensar distinto se converteu em anátema.
O mito da superpopulação é muito instrutivo. Depois de décadas de programas antinatalistas, as taxas de fertilidade caíram tanto que agora é evidente para muitos países a necessidade urgente de ter mais crianças. Como dizíamos , a realidade mostrou as terríveis conseqüências de acreditar que o gênero humano em prosperidade era um problema para o homem. Ante a evidência de seu engano, a maquinaria não ficou estática. Logo encontraram a solução: não voltar a falar de demografia. Trocaram o eixo de seu discurso para a liberdade do homem, os direitos, a saúde, e a adjetivaram. Atualmente , a demografia já não está de moda. Agora é a época dos direitos e a saúde reprodutiva. A superpopulação já não é a razão para consumir anticoncepcionais:é oe aborto. A este ponto, querido leitor, seguro já chegou à conclusão: não importa o que nos digam, ao final se trata sempre de consumir o que nos querem vender.
Dois esboços de ação podem coligir-se a partir do dito nesta luta contra esta maquinaria da Cultura da Morte:
a) Desarticular suas falácias, mostrando um conhecimento igual ou maior que o de nossos adversários.
b) lhe recordar o que disseram. Sobre tudo quando um evento social descobre uma de suas mentiras.
Carlos Polo Samaniego
Diretor do Escritório para América Latina Population Research Institute
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