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Balduino I Rei de Bélgica |
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A lógica dos políticos
Com muita freqüência escuto qualificar aos políticos como
“pró-vida” ou “anti-vida”. É freqüente também a frustração ou
decepção quando um político qualificado de “pró-vida” não teve
uma atuação coerente ou simplesmente ficou calado por
conveniência. Diante de tal situação inexplicável, surgem
geralmente duas atitudes: fazer como se nada tivesse
acontecido ou colocar a ficha do sujeito na lista dos vilãos.
Mas isto não só acontece com os temas referidos à defesa da
vida e da família, mas em geral em quase todos os temas nos
que existe mais interesses além dos propriamente políticos: o
ambientalismo, o livre mercado, as aposentadorias, os impostos,
etc. Em todos os casos existem realmente escassos políticos
que tenham uma posição “quimicamente pura” em um extremo ou
outro. Ter uma atitude maniqueista (que vê o mundo dividido
absolutamente entre bons e maus) mostra essa limitação na
percepção das coisas que nos torna meio cegos e nos faz perder
oportunidades.
Vai nos tomar um pouco de tempo e recursos para perceber que
existem “bons” que não o eram tanto como pensávamos e “maus”
que surpreendentemente podem alguma vez estar
“do nosso lado”. Além disso a mesma determinação de bons e
maus gera uma atitude “purista” que compromete muitas vezes a
caridade.
Acredito que essa adjetivação de “pró-vida” e “anti-vida” para
os políticos reflete o pouco conhecimento do que a natureza de
um político é. Como diz o perito em lobby político, Michael
Rothfeld, “a política é a adjudicação do poder. É o processo
pelo qual os políticos no mundo inteiro determinam quem manda
a quem”. (ver ENLACE).
Eles têm uma linguagem e códigos próprios de seu trabalho. Por
isso é um engano transferir o que nos motiva para um deputado,
um congressista, ou um governador. Basicamente porque nos
regemos por princípios (que não mudam, e, salvo exceções
heróicas, não afetam nosso trabalho profissional) e os
políticos guiam sua ação observando o panorama das
conveniências (Inclusive aqueles que possam ter um certo
compromisso com os princípios, por sua mesma ação cotidiana,
devem lutar sempre com as mudanças no exercício do poder e
podem estar trocando de posição segundo a essas mudanças).
É obvio que há exceções. E são poucas, pouquíssimas. É
impossível não citar aqui ao Rei Balduino que preferiu abdicar
ao trono belga antes que assinar uma lei que despenalizava o
aborto. Poderíamos citar também ao congressista
norte-americano Christopher Smith com quase 30 anos de
testemunho em sua função pública.
Rothfeld nos dizia em uma conferência “Aqui e lá, em todas
partes do mundo, o que anima a um político é o poder. É duro
aceitar isto mas essa é a realidade. Guiem-se por isso e lhes
asseguro que acertarão em 99% dos casos”.
Não estamos dizendo tampouco que a política é intrinsecamente
má. Só que tem uma lógica distinta que terá que entender e
utilizar. O bom e o mau no âmbito político depende do uso que
lhe dê ao poder que se ostenta.
Nos cabe “traduzir” nossas propostas em “código” político.
Está de moda dizer “o politicamente correto”. Isso para nós
não deve significar ser hipócrita. Significa mas bem fazer que
o bom seja ao mesmo tempo conveniente. Possivelmente esse seja
o tipo de lobby para quem defende a vida. Brasil nos dá agora
um bom exemplo do que tratamos de transmitir.
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Carlos Polo
Samaniego |
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Diretor do Escritório para a América Latina |
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Population Research Institute |
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Mais uma vez o governo de Lula se manifesta favorável
abertamente ao aborto. Socialismo, feminismo e aborto é um
aliança estratégica que já não é novidade. O projeto de
lei 1135/91 elaborado e proposto pela equipe do Governodo
Presidente Luis Inácio Lula da Silva, LIBERALIZA
COMPLETAMENTE O ABORTO NO Brasil, POR QUALQUER MOTIVO,
DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O NASCIMENTO, DURANTE OS NOVE MESES
DE GRAVIDEZ.
Na quarta-feira passada, 30 de Novembro do 2005, começou o
processo de votação deste projeto de lei na Comissão de
Segurança Social e Família, da Câmara dos Deputados. A
votação, por fim, foi incluída na ordem do dia da sessão,
na noite da segunda-feira, por ordem do presidente da
Comissão, o Deputado Benedito Dias, com menos de 48 horas
de antecedência.
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Luiz Inacio "Lula" da Silva, Presidente de
Brasil |
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A estratégia: expor aos deputados brasileiros à opinião
pública
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida, cujo
presidente é o Deputado Federal Luis Bassuma, e que conta
com a adesão de mais de 70 parlamentares da atual
legislatura, divulgou faz alguns dias, os nomes dos
deputados que já explicitaram sua posição em relação ao
aborto e daqueles que ainda não o tinham feito.
Segundo a Frente Parlamentar Misa de Defesa da Vida, entre
os titulares da Comissão de Segurança Social e Família,
havia até 18 de novembro, um total de 11 deputados
indecisos ou sem posição conhecida, 12 a favor do aborto e
7 a favor da vida.
OS INDECISOS ou SEM POSIÇÃO CONHECIDA, SERIAM: Antonio
Joaquim, Arnaldo Faria do Sá, Benjamim Maranhão, Dr.
Benedito Dias, Geraldo Thadeu, Manato, Nilton Baiano,
Rafael Guerra, Remi Trinta, Thelma do Oliveira e Zelinda
Novas.
A FAVOR DO ABORTO, SERIAM: Darcísio Perondi, Dr. Francisco
Gonçalves, Dr. Ribamar Alves, Dr. Rosinha, Guilherme
Menezes, Enrique Fontana, Jandira Feghali, Jorge
Alberto, Laura Carneiro, Roberto Gouveia, Suely Campos e
Teté Bezerra.
A favor DA VIDA, SERIAM: Almerinda do Carvalho, Amauri
Gasques, Angela Guadagnin, Durval Orlato, Elimar Máximo
Damasceno, José Linhares e Reinaldo Gripp.
Devido ao fato de que 97% da população brasileira está
contra a legalização do aborto, esperava-se que um maior
número de pessoas manifestaram sua oposição ao projeto aos
deputados. Efetivamente, na quarta-feira à tarde foi
possível comprovar no Congresso, que a maior parte dos
deputados que se consideravam indecisos ou sem posição
conhecida, inclinou-se claramente a votar a favor da vida
e contra o projeto, além da evidente exceção do próprio
presidente da Comissão, o Deputado Benedito Dias.
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A reação dos pró abortistas: adiar e ocultar
Na quarta-feira, dia 30 de novembro começou cedo de manhã
a votação. Os três primeiros parlamentares, os deputados
Mário Heringer (PDT-MG), Osmânio Pereira (PTB-MG) e Elimar
Máximo Damasceno (PROPENSA-SP) votaram e justificaram seus
votos contra o projeto, e já era óbvio que o projeto tinha
sido derrotado, então, a deputada relatora do projeto,
Jandira Feghali, pediu uma semana de prazo à presidência
da Comissão, para modificar o texto do projeto de lei e
interromper a votação. O deputado Benedito Dias aceitou a
petição e o projeto será novamente votado na terça-feira,
dia 6 de dezembro de 2005.
No seguinte link, pode-ser lido o comunicado do próprio
jornal da Câmara dos Deputados:
ver ENLACE.
Observe que se declara que a votação seria adiada até 7 de
dezembro, quando em realidade na Câmara se está dizendo
que será transferida para 6 de dezembro, a pedido da
deputada relatora. A notícia também afirma que o projeto
legaliza o aborto somente em alguns casos, quando em
realidade o faz em todos os casos, por qualquer motivo,
até o momento do nascimento. Todos os meios de comunicação,
o governo e o próprio "Jornal da Câmara", estão ocultando,
a propósito, à população, a verdadeira finalidade do
projeto do momento em que foi apresentado.
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Escolher bons porta-vozes a favor da vida para explicitar
o engano
Na audiência pública realizada na Câmara em 22 de novembro,
o Ex-procurador geral da Republica, o Dr. Cláudio Fonteles,
denunciou claramente esta armadilha, frente aos
representantes dos meios de comunicação e dos deputados
presentes, dizendo que: "Há uma grande incoerência neste
projeto. O segundo artigo, afirma que a interrupção
voluntária da gravidez está assegurada até a
décimo-segunda semana, o que supõe que o aborto seria
permitido até o terceiro mês da gravidez. Mas, no nono
artigo deste mesmo projeto, permite-se o aborto até a
ruptura do saco amniótico, o que, para os que somos
peritos em Direito, significa o momento do homicídio e não
o momento do aborto. Como? Vejam o que está escrito no
nono artigo: `Se revogam os artigos 124, 126, 127 e 128 do
Código Penal` O que significa isto? Com este artigo, o
aborto deixa de constituir um crime no Brasil. Não se pode
dizer, como se insiste, que com este projeto, somente se
permite o aborto até o terceiro mês. Definitivamente não!
Com esta redação do nono artigo, pode-se fazer o aborto
até o oitavo mês, poderia-se fazer o aborto até a véspera
do nascimento, poderia-se fazer e já não seria crime".
Entretanto, nada disto foi publicado pelos meios de
comunicação, embora na audiência estavam presentes os
jornalistas dos principais jornáis do Brasil. Os meios de
comunicação no dia seguinte, 23 de novembro de 2005, ao
publicar a audiência pública, repetiram o que sempre
declararam desde que o projeto foi apresentado, afirmando
que o projeto legaliza o aborto até a segunda décima
semana da gravidez.
Apenas na quinta-feira, 1 de dezembro, o Dr. Olavo de
Carvalho, professor brasileiro de Filosofia, que
atualmente vive e trabalha nos Estados Unidos, conseguiu
publicar no jornal 'Diário do Comércio de São Paulo' (no
Brasil, trata-se de um jornal de menor expressão e em
geral, somente lido por economistas) um texto titulado "A
Apoteose da Fraude", onde denunciava que: "Não se conhece
outro exemplo de uma fraude legislativa como este na
História Universal do Direito. Mais deplorável que isto, é
a plácida indiferença com a qual os formadores de opinião
assistem a esta completa degradação do próprio sentido da
ordem jurídica."
Ver ENLACE
A luta continua. As instituições que defendem a vida se
organizaram e seguem expressando sua opinião aos números
de telefone e os correios eletrônicos dos deputados que
votarão o projeto na terça-feira, 6 de dezembro. É maior o
bem que, com a ajuda de todos, pode-se obter. O
extraordinário trabalho de cada um vocês está impedindo,
efetivamente, que um genocídio internacionalmente
planejado, se estenda sobre toda a América Latina.
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