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Obrigado, Blanca, muito obrigado.
Por sua vida que foi um exemplo.
Por sua entrega que inspirou a tantos.
Por sua fé que compartilhou ...e multiplicou.
Por seus ensinos, hoje tarefa para muitos que lhe seguem.
Por sua generosidade tão escondida aos olhos do mundo.
Por sua valentia que nunca fez cálculos.
Por sua alegria, um presente para todo aquele que se topou
contigo.
Com certeza quando você se apresentou à Casa do Pai Eterno,
muitos dos garotinhos por nascer aos que defendeu saíram para
te buscar. Reconheceram-lhe e seguro lhe contarão como foi que
salvou seu corpo ou sua alma. Eles falarão por ti agora.
Também lhe farão lembrar se foi em tal conversa ou em tal
viagem, pessoalmente ou través de um meio de comunicação, ou
possivelmente se foi em um colégio, em um hospital, no seu
consultório, na paróquia ou no CEPROFARENA. Desfrutará agora
cada história, cada vida tocada pela obra que fez.
Com maior certeza, sabemos que sua felicidade será agora mais
plena compartilhando com Aquele a quem serviu.
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Carlos Polo |
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Diretor
Escritório para a América Latina |
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Population Research Institute |
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Livro de Condolências |
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Sabemos que muitos conheceram a Dra. Branca Neira não somente no Peru. Tendo
recebido alguns mais da Costa Rica, Argentina, Chile e outros países,
decidimos abrir um Livro de Condolências virtual para entregar a seus
familiares nos próximos dias. Pode se somar a esta iniciativa com um correio
eletrônico a:
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amigosdeblanca@lapop.org |
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“Efetivamente quando iniciei a
especialidade não existiam neuro
cirurgiãs mulheres. Fui pioneira da
especialidade na América do Sul.
Passaram os anos e não me arrependo
porque é uma especialidade muito
formosa. Não errei em minha vocação”.
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“(A mulher na vida profissional) é um
caminho que pode tomar qualquer mulher.
O que não está bem é optar por ser
profissional e desmerecer a atividade
da mulher no lar, a maternidade em si
mesma e a capacidade de fazer coisas
como dona-de-casa. Não estão brigadas
ambas as opções. Atualmente se
apresenta a maternidade como uma carga
e a mulher optou pela vida
profissional”
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“As
circunstâncias estão obrigando às mulheres,
muitas delas a seu pesar, a sair a trabalhar
fora porque no lar se desqualifica seu
trabalho. Um, porque não tem horário de
entrada nem de saída. Não marca cartão. Dois,
não recebe honorários. Não lhe pagam
absolutamente nada. É a primeira em
levantar-se e a última em deitar-se. E
finalmente não tira um produto imediato. O
produto o tira quando o jovem tem 20 ou 21
anos e é todo um profissional. Esse
desmerecimento, essa falta de reconhecimento
do trabalho da mulher no lar é o que levou a
que muitas mulheres saiam fora. O homem chega
a casa e não se dá conta das coisas boas.
Quando fala é porque a sopa esteve fria ou
porque não encontra seu jornal”.
“As
mulheres somos iguais na nossa dignidade mas
com as nossas diferenças. Somos ambos os dois
imagem da ternura de Deus mas temos nossas
diferenças. Essa diversidade na
complementareidade é maravilhosa. Por isso
estou contra a ideologia de gênero...tratam de
nos vender a idéia de que a mulher é mulher
por uma cultura machista”
“O
que vejo é que isto de maneira nenhuma vai
favorecer à mulher mas pelo contrário, está
fazendo muito dano. Muitíssimos homens querem
que a mulher trabalhe porque lhes resulta mais
fácil levar o orçamento da casa
complementando-o com o dinheiro da mulher. Mas
não se dão conta que os eternos esquecidos
deste drama de maridos são os meninos que
ficam esquecidos. A Mulher de agora não
transmite crenças só transmite idéias porque
não tem tempo. Antes a mulher podia sentar-se
a falar com o jovem, com a menina ou com o
menino. Agora com uma frase ´soluciona´ a
pergunta da criatura”
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”A Mulher de agora não transmite crenças
só transmite idéias porque não tem
tempo... Acredita que com uma frase
´soluciona´ a pergunta da criatura” |
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“Há um divórcio entre sexualidade e procriação.
Antes só era sexo sem filhos, agora também é
filhos sem sexo (fertilização in vitro). E isto
esteve muito promovido pela anticoncepção
artificial...fala-se da auto realização da mulher
liberando-a da carga da maternidade”
“A tarefa que nos espera é muito dura porque há
muitos interesses econômicos. E a realidade é que
isto não o dirigem as mulheres. Isto o dirigem os
homens. O dinheiro que provém para isto não é das
mulheres nem de capitais femininos. Vem da
Rockefeller, do Banco Mundial, do Fundo Monetário.
São entidades que dão muitíssimo dinheiro para
financiar os programas que auspiciam a ideologia
de gênero”.
“Mas como diz João Paulo II ´a Verdade nos fará
livres´. E no final a verdade florescerá. eu
adoraria que o Peru inteiro lesse a Encíclica “O
Esplendor da Verdade (Veritatis Splendor)”
“Muito difícil é esta luta mas só com a verdade
poderemos construir homens e mulheres novos”
“E acredito que tive a sorte ao escolher a
medicina porque o sentido de minha vida é dar. E
acredito que todos devemos procurar isso: dar. Não
ficar nas coisas terrestres...senão procurar
coisas com maior trascendência”. |
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O
Peru perde a incansável defensora dos não
nascidos
Reprodução da nota de Aciprensa ao dia
seguinte de sua morte |
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A infatigável
líder pro-vida e destacada neurocirurgiã
católica, Blanca Neira Canales, partiu ontem à
Casa do Pai. Seus restos são velados na Igreja
Medalha Milagrosa de São Isidro e hoje serão
sepultados no cemitério Jardins da Paz.
Amigos, colegas e
simpatizantes da causa pro-vida recordam a
Blanca como uma mulher de fé, que se gastou e
desgastou por defender aos não nascidos.
Reconhecida neurocirurgiã, era coordenadora no
Peru da organização Human Life Internacional,
foi presidenta do Centro de Promoção Familiar
e de Regulação Natural da Natalidade
(CEPROFARENA) por vários períodos e atualmente
presidia a organização do II Congresso
Internacional Provida que se realizará no Peru
em novembro próximo.
Blanca faleceu durante uma intervenção
cirúrgica que lhe praticavam devido a uma
doença cardíaca. Tinha 64 anos de idade e
dedicou a maior parte de sua vida à promoção
da vida e os métodos naturais de regulação da
natalidade. Nos últimos 25 anos, CEPROFARENA
treinou a meio milhão de pessoas nestes
métodos.
O Padre Thomas
Euteneuer, presidente do Human Life
International, disse de Blanca que foi “uma
realista e uma lutadora”. “Uma moderna São
Felipe Neri que gozou do melhor humor do mundo
e fez mais que ninguém para organizar as
energias da gente de boa vontade para
trabalhar a favor da vida”, indicou.
Blanca Beatriz Neira Canales nasceu em
Arequipa em 1 de abril de 1941. Estudou
medicina na Universidade Cayetano Heredia,
formou-se como neurocirurgiã e realizou uma
especialização em Chicago.
Desde muito
pequena avaliou a vocação à vida missionária e
logo descobriu um especial chamado à causa da
vida. Foi uma das grandes promotoras da Lei do
Dia do Menino por Nascer no Peru.
Durante décadas apresentou diante de
estudantes, profissionais, e famílias, o valor
da vida humana e o Método Billings. Foi
criadora de uma iniciativa de adoção
espiritual dos não nascidos.
Durante um
responso devotado em sua memória, o Bispo
Auxiliar de Lima, Dom José Antonio Eguren,
assinalou que “Blanca foi uma mulher que viveu
o Cristianismo com coragem, que viveu
incansavelmente a defesa da vida,
especialmente do indefeso não nascido. A
fineza do Senhor foi levar-lhe em domingo, o
dia da vida porque Jesus ressuscitou, e justo
ao início de maio, mês da María”.
Sua
irmã Elena Neira revelou que em seus momentos
de agonia, Blanca manifestou que oferecia suas
dores intensas pelas feministas peruanas,
identificadas com o abortismo, para que
assumam a defesa da vida.
Segundo Martín Tantaleán, atual presidente
CEPROFARENA, “seu imenso coração lutou durante
várias horas, mas se abriu ao chamado do
Senhor; esse coração estava afligido
constantemente pela preocupação de defender a
vida com a vida e assim o tem feito até o
final”.
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ATÉ LOGO, BLANQUINHA |
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Por Alvaro Fernández, publicado em Viver em
Família, Montevidéu, Uruguai. (07.05.2005) |
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Foi em Madri. Acabávamos de chegar ao
Congresso Internacional Provida e eu
estava colocando uns livros sobre uma
mesa. aproximou-se uma elegante senhora e
se apresentou sem muito
pre-âmbulo: "Blanca Neira, do Peru". Asimm
a conheci. Ao princípio, pareceu-me de
gênio muito forte. E assim era ela:
enérgica, forte, corajosa, tenaz. Em
alguns jantares que compartilhamos a segui
conhecendo, e me seguiu impactando a
firmeza de seu caráter. Mas também comecei
a descobrir outras arestas de sua
personalidade. Entre elas, seu senso de
humor, sua sã picardia.
Apenas um mês mais tarde, a encontrei
novamente em Miami, em um Encontro de
Afiliados a Vida Humana Internacional.
Chegou com a mesma energia e a mesma
personalidade forte. Mas ao partilharmos
passéios e momentos livres, fui
conhecendo "a outra Blanquinha": fui
descobrindo pouco a pouco, que sua força
de espírito estava animada por um
sentimento maternal; que tinha um coração
enorme, profundo, exigente, que
transbordava generosidade, bondade e
carinho como poucos. Um coração
preocupado, entre outras coisas, por limar
asperezas entre certos grupos provida.
Estava empenhada em lhe cortar a cauda ao
diabo...
Lembro que, quase ao final do Encontro,
não me senti bem. Alguma coisa que comi
não me fez bem. E lá apareceu Blanquinha
para fazer-se cargo. Até me
proporcionou sus próprias pastilhas...
Mais tarde, desde a sé de Vida Humana em
Miami, chamou a sua irmã. Passou-me o
telefone para que falasse com ela. Não
tive pior ideia que lhe contar
que Blanquinha, tinha-me cuidado "como uma
mamãe..." Para que! Que bronca que me deu!
Como ia dizer que era como uma mãe?
Não, não! Em todo caso, como uma irmã mais
velha. Que se não a fazia parecer muito
velha! Sempre tinha essas saídas: rápidas,
faiscantes, engraçadas. E até coquetes, se
quiser.
Essa noite nos deixou no hotel.
Despedimo-nos com um "Até Lima 2005!" Mas
o bom Deus tinha outros planos...
Quando uma amiga vai embora...
Não há palavras para descrever a
Blanquinha. Em poucos dias, mais que uma
amiga, me fiz de... Uma irmã mais velha.
Por isso, quando me chegou a noticia
de seu falecimento, não podia
acreditar. No acertava a compreender -e
ainda não acerto, porque me dói nuito a
sua partida- por que Deus se levou a esta
maravilhosa mulher que tanto, tanto,
tanto estava fazendo pela vida dos meninos
por nascer e pela família. E pela Igreja.
No Peru e do Peru, para o mundo inteiro.
Possivelmente Deus não pôde esperar a
tê-la perto. Quem sabe... O certo é que
Ele sabe mais, e que Blanquinha está com
Deus. Que dúvida cabe? Mas que dói, dói...
Até logo Blanquinha. Até mais tarde,
irmã. Interceda por mim. A ver se algum
dia, nos reencontramos no Céu! |
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